setembro 18, 2005
Engavetados
É foda ficar sem computador. Fiquei duas semanas com o meu estragado, desnorteada, com vários arquivos importantes guardados lá e subitamente longe do meu alcance. É nessas horas que a gente percebe como Murphy não falha. Todos aqueles textos engavetados que você pensava que nunca mais fosse precisar usar se tornam imprescindíveis de uma hora para outra.
Domingo, classificados e uma vaga super legal recém aberta para um jornal bacana, em plena semana de bug no PC. Preenchia todos os quesitos, porém teria que enviar três textos publicados. Adivinha onde meus textos estavam arquivados? Me senti a criatura mais estúpida da Terra, digna de ter a cabeça engolida por aquela tartaruga de chocolate. "Estúpida!" E off-line. Fazer o que? A vida nos prega peças mesmo.
Falando nisso, descobri que São Paulo não é tão grande como parece. Infelizmente. Esse mundo-ovo me trouxe à tona um passado obscuro, indesejável que pensava já estar mais engavetado que meus velhos textos. Algumas coisas definitivamente não precisavam ter back-up, mas nevermind, pelo menos nos serve de consolação saber que a vida se renova e continua, como meu computador, com alguns problemas resolvidos, outros novos e umas perdas no meio do caminho.
agosto 30, 2005
... e ele não ligou!
Perdi as contas de quantas vezes já ouvi uma amiga reclamar de algum cara que prometeu o mundo, tirou a casca que queria e depois nem ligou. Literalmente!
O telefone ali e nada. Nem um toque de misericórdia. E o pior, quando toca e é engano ou é mensagem da Vivo (heheheh). Pois bem, um homem finalmente resolveu escrever um livro para esclarecer à turma da calcinha os porquês de nos provocarem essa agonia.
Greg Behrendt é o autor do livro recém lançado pela editora Rocco, com um título bem direto: "Ele simplesmente não está a fim de você". Para quem se interessa pelo currículo do moço vale lembrar que ele também é redator do bem-sucedido seriado cor-de-rosa Sex and the city. No site Delas (http://delas.ig.com.br/materias/311501-312000/311954/311954_1.html) há uma crônica bem-humorada sobre o assunto e o livro. Típico do universo feminino, mas vale a pena conferir.
agosto 29, 2005
Dias de criatividade no limbo
Estou em dias de criatividade no limbo, mais introspectiva. Sério! Parece que tudo que tento escrever não toma a forma devida e a cada dia que passa me sinto ainda mais em dívida com minhas próprias idéias. Não tenho compromisso com o tempo. Aqui talvez seja o único espaço em qual realmente não tenho compromisso senão com minha própria vontade, consciência e consideração com aqueles que dispensam algum tempo para ler o que quer que eu escreva.
E é por isso mesmo que não vou escrever uma besteira qualquer, fazer como tantos colunistas que optam, às vezes, por falar da ausência de algo a ser comentado para simplesmente preencher um intervalo. Me perdoem queridos amigos, espero a boa maré voltar.
agosto 09, 2005
Apreciem mais a subestimação
Desconfio dos elogios. Agora mesmo estou tentando descobrir se eles realmente nos fazem bem. Pare e reflita. Que reação você costuma ter após receber um? São ótimos, mas sinto que eles fazem inflar o ego, passam segurança, autoconfiança e, às vezes, nos tornam menos exigente com nós mesmos, como se de alguma forma eles dissessem que já está bom assim.
Gosto quando me subestimam. Não pelo pouco caso em si, mas pela potencialidade de surpreender. Subestimar provoca. Desafia nosso ego. Faz com que nos esforcemos mais para provar que estavam enganados e somos muito melhores do que se imaginava. Desperta um instinto de superação e pró-atividade muito mais construtivos que um elogio.
Os especialistas em motivação organizacional que me perdoem. Tudo bem que um elogio inspira mais que uma crítica, mas não há nada que se compare com a subestimação. É só lembrar das apostas, dos desafios. Quem nunca se sentiu provocado com um “você não é homem ou mulher pra isso?”, um “duvido” ou mesmo aquele olhar que já entrega a falta de crédito e expectativa depositadas em você.
Aprendemos isso desde cedo. Faz parte da pedagogia de muitos pais, inclusive, usar um “duvido” para convencer a criança a tomar uma atitude, como simplesmente terminar um prato de comida. Logo se percebe a malandragem e não se cai mais nessa, mas aquela fórmula desafiadora fica impressa em algum lugar da nossa memória e vira e mexe vem à tona. No trabalho, na educação, num relacionamento ou no fim dele. Situações em que temos que parar e seguir o conselho do tio Zambiasi*: “Eu quero, eu posso e eu vou conseguir!”
Talvez o elogio que realmente tenha valor seja o recebido depois de ser subestimado. Esse sim, vem como para coroar um esforço que não foi em vão. Não nos diz que já está bom assim, mas que valeu a pena. Deixo o meu conselho: Apreciem mais a subestimação.
*Sérgio Zambiasi é famoso no Rio Grande do Sul por ancorar o programa popular matinal “Comando Maior”, na rádio Farroupilha. “Eu quero, eu posso e eu vou conseguir” é uma das frases tradicionais e repetidas há ano no começo do programa.
julho 31, 2005
Olha a síndrome da peladona aí!
A bizarrice humana me surpreende a cada dia. Quando penso que não falta acontecer mais nada, surge uma novíssima. A última grande piada da semana foi a notícia de que a ex-secretária de Marcos Valério, Fernanda Karina Somaggio, posaria para a Playboy. Um telejornal inclusive fez uma enquete que perguntava aos telespectadores o que ela deveria fazer com os supostos dois milhões do cachê oferecido pela revista. A resposta foi unânime: “Fazer uma plástica!” heheheh
Realmente não dá para entender. Parece tão ridículo. É o cúmulo da palhaçada que essa CPI tem se tornado. Um verdadeiro “freak show”! Bem, não vamos falar de política que o assunto de hoje é pelada e de desnudada a CPI não tem nada além da pretensão da secretariazinha.
Fico pensando se no fundo toda mulher não tem uma certa fantasia de fazer fotos sensuais. Ouvi outra história essa semana me fez pensar bastante no assunto, antes mesmo da Fernanda Karina. Um amigo fotógrafo me contou como se surpreendia com as mulheres, muitas vezes comuns, que queriam ser fotografadas nuas, fazendo caras e bocas. De todo tipo inclusive grávidas! O que não me causa nenhum espanto depois de Leila Diniz ou da internacional Demi Moore sair grávida e “naked” na capa de uma revista. Britney Spear, que é a kitsch das celebridades, também resolveu repetir o feito da “miss Striptease”.
E não precisa ser gostosa pra entrar nessa onda. Outra peladona que chamou atenção e deixou o pai de cabelo em pé foi Preta Gil. Gorda, nua e feliz! Não faltaram piadinhas maldosas com a iniciativa moça. Talvez a mulherada queira mesmo se sentir sexy. Não tão preocupadas com a opinião dos outros, mas em se sentirem sexy para elas mesmas. Ter mais que lembranças, mas um retrato de como eram em determinada fase da vida. Pormenorizado, diga-se de passagem.
Em outros tempos, tantas saidinhas de época já imortalizaram seus corpos nus (ou quase) em pinturas. Além disso, dá até pra fazer uma leitura histórica, se pensarmos que o homem é o único animal que sabe da sua finitude e, por isso, se preocupa em deixar registros da sua passagem pela Terra. Imagina a satisfação da peladona vendo o resultado da imagem reveladora e pensando: “Essa fica para a posteridade!”
Vocês devem se perguntar: E eu? O que penso disso? Pois lhes digo. Mesmo que fosse famosa, jamais pousaria nua, mas ter algumas fotos mostrando um pouco de pele não faz mal a ninguém. Ah! No meu próprio álbum, claro!
Só para terminar, lembram quando se debochava que a ex-BBB Cida iria sair na Playboy? Pois bem, sugiro uma nova enquete: Quem é mais bizarra para posar nua? Cida ou Fernanda Karina? Eu ficaria com a Fernanda...
julho 24, 2005
Anonymous said... o “feedback”
Há mais de um mês não escrevia nada neste blog, às vezes por achar mesmo que não era lido, ou por ter resolvido curtir mais a vida do que falar dela; principalmente após terminar um regime celibatário, fruto da minha insistência estúpida de apostar mais uma vez em um relacionamento à distância. (By the way, definitivamente não aconselho isso pra ninguém... se souberem de um namoro à distância que realmente deu certo me contem! Pra mim é como ex-gay, não existe! Heheh)
Depois de abandonar a postagem quase que diária de textos nesse espaço, como tantos outros projetos que não nos empenhamos, fui postergando essa tarefa até hoje, quando, para minha surpresa, vi que havia um “comments” de uma admiradora anônima que mexeu muito comigo. (texto “Amado Traidor”)
Gostaria de poder falar diretamente para ela o quanto foi importante saber de sua existência e admiração. Fico sinceramente lisonjeada, ainda mais que ela sugere que temos uma ligação. Conturbada, talvez, mas não vejo motivo para haver qualquer receio de se identificar ou começar uma amizade comigo.
Confesso que estou extremamente curiosa. Muitos nomes, rostos e possíveis “personagens” transitam agora pelos meus pensamentos, enquanto tento inutilmente descobrir quem poderia ser.
Creio que seja alguém do sul. O “porreta” usado na mensagem é comum de se ouvir por lá. Talvez seja alguma atual de um ex-alguma-coisa meu, ou ex de ex, sei lá, difícil de dizer, mas pelo tom do comentário é natural que me remeta a idéia de que possa ser alguém que, de alguma forma, se viu em uma situação de competição ou comparação comigo. Não consigo entender o porquê de pensar que lhe deixei um fardo tão pesado...
O texto é bem escrito. Deixo meus parabéns, aliás. Pode ser que seja jornalista como eu. Se não for merece meus cumprimentos duas vezes, já que nesse caso não tem obrigação nenhuma de escrever bem.
Cara admiradora, seja quem você for, quero que saiba que para mim não interessa o que possa ter nos ligado, que motivos fazem você manter essa certa distância, ou se sua personalidade pode, de repente, ser um “obstáculo” para nossa amizade. Creio que nem só em sonhos possamos ser amigas e por isso estou aqui para te receber de braços abertos, pronta para “confabular” sobre qualquer coisa, compartilhar idéias e iniciar uma “amizade virtual” proveitosa para nós duas.
Como disse antes, o que você me contou significou muito para mim e me motiva a voltar a escrever só por saber que tenho uma leitora. Não esperava por isso, mas você fez do meu dia mais feliz e por essa razão já é especial para mim.
Obrigada!
junho 22, 2005
Joselito, Tutu e Cátia Flávia
Há alguns meses decidi que queria um cachorro. Um labrador para ser mais exata. Teria que ser batizado com um nome bem criativo, de preferência engraçado. Passei a dedicar algum tempo do meu dia para pensar na alcunha perfeita.
Bark foi o primeiro nome que me veio à cabeça. Não, aquele não era nada bom. Medonho até. Não gosto dos nomes muito fofos. Esses prefiro deixar para os poodles. Comecei então a observar outros cães da raça para ver se tinha alguma inspiração. Um foi o Thor e o outro Luke. Cada qual com suas peculiaridades, mas ambos “sem noção”. Thor é campeão em arrancar as roupas do varal, destruir bonés e às vezes dá uma de rebelde e foge de casa. Luke é um tarado. Pula feito louco na gente e depois fica ali batendo uma na maior cara de pau. Certamente o meu não seria muito diferente – meio Joselito, tal como o sem noção que não sabe brincar do Hermes e Renato. Tá aí. Estava decidido. Chamaria-se Joselito.
Tudo certo até a criatividade publicitária me pegar de assalto. No intervalo de um programa qualquer vi aquela propaganda da Finasa, com o cachorrinho rodeado de dinheiro e o locutor dizendo “Chama o Tutu que ele vem”. Adorei! Quis realmente chamar o Tutu, mas não poderia deixar de lado meu já tão querido Joselito. Ah! Tudo bem. Afinal quem tem um pode ter dois, certo?
Quando comentei os nomes dos cachorros com minha irmãzinha-rapa-do-tacho ela me perguntou algo que ainda não havia pensado. E se fosse menina? Foi aí que surgiu a Cátia Flávia. Lembram daquela música cantada pela Fernanda Abreu? “Cátia Flávia, é uma louraça belzebu, provocante. É uma louraça lúcifer gostosona. É uma louraça satanás... “ e por aí vai. Quer mais cachorra que a Cátia Flávia? Era um nome bacana. Gostei tanto que não quero nem saber se vai ou não ser menina. Cátia Flávia já faz parte da família.
Ainda não encontrei meus três filhos caninos, mas acho que vou ter de procurá-los no Centro de Zoonoses. Afinal, haja grana para comprar tanto cão numa petshop. Sem um “tutu” amigo por perto então, nem pensar!
junho 21, 2005
Sociedade.NET
O ciberespaço parece realmente estar consolidado como meio de comunicação interpessoal. Hoje em dia não se pede mais um telefone com a mesma freqüência que com que se pergunta se alguém tem messenger, e-mail ou está no Orkut. Imaginem só que ontem à noite, num arraial popular, depois de gentilmente aceitar dançar um forrózinho da Elba Ramalho com um senhor ele me faz a seguinte pergunta: “Pode me dar seu e-mail?”
Ele tinha a dicção ruim e a voz falha, características que nada colaboravam num ambiente barulhento como aquele. Era notoriamente muito simples. Primeiro até pensei que tinha entendido errado e que ele estava me pedindo dinheiro. “Não, não tenho dinheiro”, respondi. Mas ele insistiu. “Não, você tem e-mail? Pode me dar seu e-mail?” Fiquei boba. Pasmei. Aquilo parecia surreal demais para mim. Onde estava a tão falada exclusão digital? Neguei, claro. Porque eu iria querer manter contato com aquele senhor meio esquisito para quem apenas dei o prazer de uma dança?
Chega a ser preocupante como nossa identidade virtual assumiu proporções tão grandes. Sem um endereço eletrônico hoje não se arruma mais emprego (aliás, nem com isso!), com tanta agência on-line e anúncios de jornais que pedem para encaminhar o currículo para e-mails de RH.
Lembrei-me então de outro e-mail. Um que recebi de um amigo, sobre Orkut e o emprego hoje. Eram tirinhas bem-humoradas que alertavam para vulnerabilidade a que estão expostos os usuários do site, quando um candidato em entrevista é surpreendido com a consulta de seu perfil no Orkut. A adesão a comunidades do tipo “Faço sexo no trabalho” e “Odeio me chefe” destroem com as chances dele ganhar a vaga.
Essa impessoalidade definitivamente não me atrai. Será que é seguro? Saudável? O tempo dirá. Só sei que apesar de tantos recursos ainda me encanto com uma boa conversa cara-a-cara, com as fotos analógicas e em reler as poucas e tão sinceras cartas que já recebi e guardo com muito carinho.
junho 18, 2005
O Calote
Outro dia fui pega de surpresa ao ler um “scrap” de uma amiga que me falava de uma noite em que saímos de um bar sem pagar a conta. Era o aniversário da amiga de uma amiga dela, num lugar onde fomos muito mal atendidas e não havia controle algum de quem entrava ou saía do bar. Dizia ela no recado algo mais ou menos assim: “Paula preciso falar contigo urgente. Tô tentando te encontrar e não consigo. A amiga da fulana teve que pagar e estão nos procurando pelo calote.” Aquilo soou tão forte e vergonhoso que deletei a mensagem sem pestanejar. Eu caloteira? Nunca tinha pensado naquele episódio por esse ângulo.
Para mim, aquilo não passava de um troco pelo mal atendimento e uma lição para aprenderem a ser mais cuidadosos com a circulação da casa. Simbólico, diga-se de passagem, já que eu tinha gastado pouco mais que um couvert de três reais. Jamais imaginei que saindo com uma comanda individual na bolsa poderia prejudicar outra pessoa. De esperta passei a me sentir a última das criaturas. Ainda mais que honestidade sempre fez parte do meu currículo e aquela situação arranhava minha imagem nesse quesito.
Deve ser por causa dessa cultura de malandro, do bom e velho “jeitinho brasileiro” que estamos tão habituados a lidar. Afinal, quem não gosta de levar vantagem de vez em quando? Em dias que até países tentam dar o calote, coisinhas como ficar quieto quando se recebe um troco a mais errado ou sair sem pagar a conta passam desapercebidos e inquestionáveis no dia-a-dia. Honestidade é hoje um artigo tão raro que exemplos isolados merecem até reconhecimento do presidente da república, como aquele caso do faxineiro do aeroporto que devolveu o dinheiro que ele achou. É como o homem que morde o cachorro, foge a lógica natural.
O peso na consciência e o embaraço voltaram hoje a bater na minha porta. Bem, na verdade, ao tocar o telefone, quando a mesma menina retomou o assunto, me passando o número da conta bancária da amiga da lesada.
Vejam só que dor de cabeça fui arrumar! Antes fosse melhor enfrentar a fila e ter pago a conta lá mesmo, no dia, tudo certinho, como manda o “manual dos bons costumes”. Quem acabou aprendendo uma lição fui eu. Deveria estar fora do meu estado normal para esquecer que malandragem por malandragem, não tem jeito, alguém sempre paga a conta no final. Eu, você, a menina...
junho 17, 2005
Amado Traidor
Querido cúmplice de minhas vaidades, não me recordo de seres fiel. És propriedade de ninguém, a todos serves e a todos, eventualmente, trais. Não me importo, pois procuro outros também.
Brincas sem dó com minha auto-estima. Não entendo como podes faltar-me quando mais precisei de tua resposta positiva à minha inquietação. Deixaste-me partir sentindo-me feia sem um sinal de compaixão.
Achas que tudo sabes de mim, mas tua limitada existência não permite que reflitas minha alma. Embora peques comigo, não conseguiria jamais te abandonar. Tens teu jeito de pedir desculpas, me dando alegrias, me poupando de vexames, me dando coragem para fazer isso ou aquilo. Sabes bem o que são.
Ei, você que, indiscreto, invade minha intimidade. Não me julgue sem antes saber. Quem nunca se rendeu ao magnetismo de um espelho? Sei bem que não vives sem ele também. Barba, cabelo, idade, maquiagem..., ai, ai, amado traidor.
junho 16, 2005
Filosofia Vasenol
Odeio a propaganda do Corpus. Sabe aquela do balanço? Que a modelo fica ali no engorda e emagrece e depois dá aquela esnobada fechando o vestidinho? Pois é, odeio ela. Aliás, essas propagandas de produtos dietéticos ou para emagrecer conseguem deixar qualquer um com remorso de ter comido o que fosse nas últimas horas, mesmo não estando de mal com a balança.
Uma rara exceção, devo dizer, é uma peça antiguinha do Vasenol, que apesar de ter a garota Zerocal, Carolina Ferraz, me deixou uma mensagem super inspiradora. Aquilo me fez refletir. Anotei a frase e coloquei na geladeira. “Quanto mais você se cuida, mais você se gosta”. E não é que era verdade? Lembrei de todas as vezes que fechei a boca e consegui me sentir gostosa dentro daquela roupa bacana. Ou quando deixei de roer as unhas e fiquei com as “garras” bem feitinhas. Da pele macia sempre que bem hidratada e ainda daquele elogio gratuito durante um amasso: “Você tem malhado? Tô te sentindo mais sarada”. Ha-ha-ha! Ô coisa boa! A auto-estima vai ao céu!
Minha mãe sempre disse que “beleza requer sacrifício”. Frase por frase ainda prefiro a minha. Adotei a do Vasenol como “filosofia”. Toda vez que preciso daquele empurrãozinho para qualquer “sacrifício” estético repito para mim mesma: “Quanto mais você se cuida, mais você se gosta”. Aí é só alegria.
A propósito, comprei o tal Vasenol, “me gostei mais”, mas daí não achei no supermercado e continuei “me gostando” com o concorrente mesmo. De qualquer forma, valeu a inspiração.
Uma rara exceção, devo dizer, é uma peça antiguinha do Vasenol, que apesar de ter a garota Zerocal, Carolina Ferraz, me deixou uma mensagem super inspiradora. Aquilo me fez refletir. Anotei a frase e coloquei na geladeira. “Quanto mais você se cuida, mais você se gosta”. E não é que era verdade? Lembrei de todas as vezes que fechei a boca e consegui me sentir gostosa dentro daquela roupa bacana. Ou quando deixei de roer as unhas e fiquei com as “garras” bem feitinhas. Da pele macia sempre que bem hidratada e ainda daquele elogio gratuito durante um amasso: “Você tem malhado? Tô te sentindo mais sarada”. Ha-ha-ha! Ô coisa boa! A auto-estima vai ao céu!
Minha mãe sempre disse que “beleza requer sacrifício”. Frase por frase ainda prefiro a minha. Adotei a do Vasenol como “filosofia”. Toda vez que preciso daquele empurrãozinho para qualquer “sacrifício” estético repito para mim mesma: “Quanto mais você se cuida, mais você se gosta”. Aí é só alegria.
A propósito, comprei o tal Vasenol, “me gostei mais”, mas daí não achei no supermercado e continuei “me gostando” com o concorrente mesmo. De qualquer forma, valeu a inspiração.
junho 15, 2005
Provérbios
“Quem espera sempre alcança.” Fico pensando em quem teria sido o brilhante autor desse provérbio, em que situação se encontrava quando teve seu insight, a elucidante reflexão: “Quem espera sempre alcança”. Como pode alguém alcançar qualquer coisa ficando parado? O esperar por vezes me remete à idéia de inércia, passividade, comodismo. Já alcançar sugere uma ação, um esforço para atingir algo distante.
Nunca dei muita importância para provérbios. Para mim eles sempre estiveram lá, de alguma forma, por alguma razão. Costumava pensar que pudessem ter um fundo filosófico ou mesmo metafórico, que sintetizassem sabedorias da vida ou algo do gênero.
Blá,blá,blá, quanta besteira! Devo aproveitar o momento e alertar você, leitor, que não espere alcançar nada com essa leitura, seguimos, mas sem compromisso, ok?
Pois bem, continuo curiosa em saber como se alcança esperando. Se pensar na fila bancária, hum, talvez tenha coerência. Quem se dispõe a esperar nessa filas geralmente alcança. Alcança o caixa ou alcança o limite da paciência, aí pode ser até que alcance o pescoço do engraçadinho que tentou furar a fila. Ah! Quando não alcançam sua bolsa e a polícia, que crê no provérbio, fica esperando e não alcança ninguém.
Poderia perfeitamente ser fruto do cálculo de um garotinho, que não alcança os doces estrategicamente guardados no alto da despensa, por amor o sacanagem mesmo. Imagine o garoto revoltado ameaçando sua mãe num tom profético: “Quem espera sempre alcança!” como quem diz “por enquanto eu não consigo, mas quando eu crescer...”
Que sentido teria se o treinador de Robison Caetano reservasse o provérbio como o sábio conselho dado minutos antes da corrida. “Robison, não se esqueça! Quem espera sempre alcança.” Seria um desastre!
Como esse, outros tantos provérbios são igualmente ineficientes. “Cão que ladra não morde”. É mesmo? Experimente testar com um Pitbull então. Romário que o diga, descobriu que mesmo quem chora, às vezes, não mama.
Já que a sabedoria popular anda meio deficiente, resolvi adotar minhas próprias versões: “Quem espera cansa e senta”. “Devagar se chega tarde”. “O que não mata dá dor de barriga”(Afinal, não podemos pensar no pior). Como essas poderia criar diversas outras, até mesmo meus próprios provérbios! Imagine, se ficasse bom (ou pelo menos bonitinho) talvez algum até virasse provérbio chinês.
Parece ironia. Frases banais perpetuadas na boca do povo, enquanto grandes ensinamentos se perdem no tempo, fogem à memória. Pare e pense. “Quem avisa amigo é”.
Nunca dei muita importância para provérbios. Para mim eles sempre estiveram lá, de alguma forma, por alguma razão. Costumava pensar que pudessem ter um fundo filosófico ou mesmo metafórico, que sintetizassem sabedorias da vida ou algo do gênero.
Blá,blá,blá, quanta besteira! Devo aproveitar o momento e alertar você, leitor, que não espere alcançar nada com essa leitura, seguimos, mas sem compromisso, ok?
Pois bem, continuo curiosa em saber como se alcança esperando. Se pensar na fila bancária, hum, talvez tenha coerência. Quem se dispõe a esperar nessa filas geralmente alcança. Alcança o caixa ou alcança o limite da paciência, aí pode ser até que alcance o pescoço do engraçadinho que tentou furar a fila. Ah! Quando não alcançam sua bolsa e a polícia, que crê no provérbio, fica esperando e não alcança ninguém.
Poderia perfeitamente ser fruto do cálculo de um garotinho, que não alcança os doces estrategicamente guardados no alto da despensa, por amor o sacanagem mesmo. Imagine o garoto revoltado ameaçando sua mãe num tom profético: “Quem espera sempre alcança!” como quem diz “por enquanto eu não consigo, mas quando eu crescer...”
Que sentido teria se o treinador de Robison Caetano reservasse o provérbio como o sábio conselho dado minutos antes da corrida. “Robison, não se esqueça! Quem espera sempre alcança.” Seria um desastre!
Como esse, outros tantos provérbios são igualmente ineficientes. “Cão que ladra não morde”. É mesmo? Experimente testar com um Pitbull então. Romário que o diga, descobriu que mesmo quem chora, às vezes, não mama.
Já que a sabedoria popular anda meio deficiente, resolvi adotar minhas próprias versões: “Quem espera cansa e senta”. “Devagar se chega tarde”. “O que não mata dá dor de barriga”(Afinal, não podemos pensar no pior). Como essas poderia criar diversas outras, até mesmo meus próprios provérbios! Imagine, se ficasse bom (ou pelo menos bonitinho) talvez algum até virasse provérbio chinês.
Parece ironia. Frases banais perpetuadas na boca do povo, enquanto grandes ensinamentos se perdem no tempo, fogem à memória. Pare e pense. “Quem avisa amigo é”.
O difícil começo
Nossa! Nem lembro quantas vezes já pensei em escrever um blog e desisti na primeira postagem. Não sei direito sobre o que vou tratar por aqui, mas o importante é que dei o start. Já pensei em sacanagem, em mostrar minhas aptidões de jornalista ou cronista, falar mal desse, bem daquele, postar observações das banalidades do cotidiano, enfim um infinidade de coisas que por hora não dá muita identidade para esse blog, mas com o tempo ( ah! o tempo...) tenho certeza que vou descobrir.
Aliás, como não sei mesmo sobre que vai ser escolhi esse nome. Se alguém um dia ler isso me diga se acho legal, ok?
Como diria pernalonga "Por hoje é só pessoal" antes que eu desista denovo de por esse post no ar.
See ya!
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