Balaio S/A

Se você gosta de ler sobre banalidades e cultura inútil, acreditando que pode acabar encontrando algo de interessante nisso tudo, bem-vindo ao meu Balaio! Só não me pergunte o que vai encontrar porque isso, isso meu caro, nem eu sei.

Fevereiro 25, 2009

Ponto final

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Por fim, a confortável ignorância de não ter jamais a certeza que não era a única em sua vida acabara no exato momento em que o viu cruzar aquela porta, de mãos dadas com outra mulher.

Sentiu um frio na barriga e em seguida respirou fundo, cogitando qual era a chance daquela companhia feminina não passar de uma amiga, uma prima, quem sabe uma irmã desconhecida. Mas irmãos não se beijam assim.

Era isso mesmo. Ele estava ali, e estava com outra. Tinha feito o que ela mesma não teve coragem com o receio de machucar seus sentimentos, esfregando-lhe na cara a presença de outro homem.

Arrependeu-se na hora de ter proibido seu mais novo amante de acompanhá-la. Inventara uma desculpa qualquer. Queria evitar causar o desconforto que se via refém naquele momento.

Buscou acolhida num copo de cerveja. Beberia e beberia mais, a letargia alcoólica lhe faria companhia naquela noite.


Aquela cena dava solidez ao sentido de certa palavra que ela mesma havia jogado no ar: “acabou”.
Olhou para os dois mais uma vez, agora sem qualquer rancor, e sentiu-se aliviada.

Havia sobrevivido à verdade sem grandes arranhões e podia seguir adiante, sabendo que algumas certezas, afinal, não lhe fariam tanto mal assim.

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Janeiro 08, 2009

E você? Plantou direitinho?

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Hum, mais um ano começa. O clichezão de renovar as esperanças também. Não vou entrar nesse mérito, mas ouvi algo que me deixou um pouco intrigada nessa virada de ano, algo que soou com um tom de juízo final.

“2009 será um ano de colher o que se plantou – para o bem e para o mal” – sentenciou minha mãe. E vocês sabem, mãe fala muita bobagem, mas não dá pra desprezar o que elas dizem, apesar disso.

Cheia das superstições e superligada no universo da astrologia (e outras “ias” nessa linha), não sei direito a origem dessa previsão, mas foi inevitável não voltar no tempo e me sentir novamente naquela dúvida prenatalina se tinha sido uma boa menina naquele ano, nos tempos em que eu ainda acreditava em papai Noel.

Afinal, o que eu tinha plantado nesses últimos anos? Será que estariam neles semeadas as sementes do que eu realmente esperava colher em 2009? Pra começo de conversa só essa analogia com plantação já me assusta, até porque não lembro de ter plantado algo que vingou além do clássico feijão no algodão. Será que apesar de usar as sementes certas eu teria a mão podre pra esse tipo de cultivo também?

Comecei a rever minhas atitudes, decisões, metas. O quanto tinha me esforçado (ou não) durante esses anos e cada vez mais dúvidas surgiam.


Será que ter passado um ano comportada como uma boa moça me daria o direito de meter o pé na jaca sem culpa em 2009? Será que o profissionalismo me daria uma promoção? As economias me permitiriam sair aí pelo mundo investindo em experiências? Será que a minha intolerância para certas coisas e a língua afiada se voltariam contra mim? Ou será que por mais merecido que tudo isso fosse, o que for feito também nesse ano se somaria a uma espécie de karma fatalista que ditaria o rumo das minhas próximas colheitas. Difícil dizer.

Enquanto descansava no sofá de uma casa alugada de praia, com esse emaranhado de ideias se embolando ainda mais na minha cabeça, recebo do nada um abraço afetuoso da minha irmãzinha, com a sinceridade que só os braços de uma criança são capazes de expressar. Dali em diante eu soube - 2009 seria um ano bom.

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Novembro 26, 2008

Ajudem Santa Catarina!

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Galera, aquele pedacinho do paraíso chamado Santa Catarina está debaixo d´água, com uma série de famílias humildes precisando de ajuda. Conheço bem o Estado e sei que além da gravidade da situação as pessoas lá realmente não tem condições de se reerguerem sozinhas. Quem quiser ajudar pode fazer doações de qualquer quantia em uma das contas abertas pela Defesa Civil. Ajudem!!!

Segue o link:
http://www.defesacivil.sc.gov.br/index.php?option=com_frontpage&Itemid=1

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Novembro 19, 2008

Abaixo o Eu te amo

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Desconfio de quem diz “eu te amo” muito fácil, rápido. Nunca levei muita fé nisso. Parece-me impulsivo e pouco verdadeiro.

Acredito que quando a gente ama de verdade essas palavras vem naturalmente em algum momento, assim, sem pressa. E saem fluidas, sem tropeço, tão certas de si que nem precisariam realmente ser ditas. Falamos simplesmente porque elas já não cabem mais dentro da gente. Transbordam e saltam para fora.

Ouvir um Eu te amo é algo que nunca fiz questão por essa razão.As palavras são descartáveis. Não se bastam por si só para que façam algum sentido, e quando fazem, são redundâncias.

Sabe o que me comove? Coisas simples que falam muito mais, alheias a nossa vontade. É aquele brilho no olhar que nos sorri, como se dissesse “Eu estou tão feliz de estar aqui com você”, completamente fora do nosso controle.

O beijo na cabeça. Aquele beijo na cabeça, às vezes na testa, que surge de repente, tão desprovido de sexualidade e ao mesmo tempo tão cheio de afeto.

O jeito de dormir abraçado meio torto, que ambos sabem que está desconfortável, mas que tem uma razão de ser, que é a vontade de se mostrar de alguma forma que está ali, que se importa e não quer desgrudar de quem se gosta por nada.

O cafuné, o abraço longo e apertado, a vontade de falar qualquer coisa tola só pra ouvir a voz.

Há formas verbais também de se dizer que se gosta sem dizer "eu te amo". Quando de repente a gente se vê cúmplice, trocando segredos. Quando vem aquela preocupação e a gente só sossega quando tem certeza de que a pessoa está bem.

O que dizer das vezes em que bate um impulso incontrolável de partilhar uma boa notícia das nossas vidas com o outro tão logo ela é recebida, ou ainda quando se permite ser frágil para confessar que as coisas não vão muito bem.

Pode ser que nada disso seja amor, mas das diversas formas de amar, acho que estão diluídas aí, nessas pequenas grandes coisas, a tradução do que realmente importa. Se isso houver, digo e repito. Nem é preciso dizer "eu te amo". Eu, pelo menos, não faço a menor questão.

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Novembro 13, 2008

Os melões

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Quarta-feira, 18h30. Chuva torrencial em São Paulo e uma sacola pesada de feira pra levar pra casa. Olho pra ela, olho para o guarda-chuva. Precisaria de muito malabarismo para carregar aquilo tudo e ainda me equilibrar num saltinho escorregadio de 10 cm.

As frutas podem esperar - pensei. Deixo a sacola sob a mesa e vou embora. Cinco minutos depois toca o telefone:

- Paula Pereira, você esqueceu seus melões na redação.

- Sim, sim. E uma penca de bananas, eu sei. Foi de propósito.

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Novembro 11, 2008

Cenas de bar

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Duas mulheres num balcão de bar. Drinks à mão, risadas à revelia. Aquela encenação de vulnerabilidade proposital que é um convite à artilharia masculina. E como tal funcionou.

Sem pensar duas vezes, um rapaz se aproxima. Bonito, alto, porte atlético. Tinha tudo para se dar muito bem naquela noite.

Interrompe a conversa das amigas e pergunta:

- O fio dental. Vocês passam antes ou depois de escovar os dentes?

Boquiabertas, encaram o aventureiro por alguns segundos, dão as costas e se entreolham mais uma vez antes de tomar mais um gole do que bebem.

Era fato. Que bela oportunidade perdida de ficar calado!

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Setembro 29, 2008

Sombra na maromba

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Olha, esse negócio de ter seguidores no Twitter é muito bacana, mas ter alguém na tua cola de verdade, assim de carne e osso, não é muito confortável não. E eu, premiada que sou, tive o desgosto de ganhar uma sombra com muito mais carne do que osso e na academia.

Uma não, um para ser mais exata. E fui arrumar justo um seguidor que puxa ferro, um possível psicopata marombeiro, alguém que pode ver pelos pesos ridículos que eu levanto que não posso com ele mesmo. Que raiva! Logo eu, que tento parecer o mais invisível possível para freqüentar essa que não é lá das minhas faunas prediletas. Achei melhor compartilhar essa história, afinal se eu sumir de repente tá aí uma boa pista pra começar a investigar.

Não sei quando começou, mas já tem umas duas semanas que percebi ele rondando. Primeiro vi na escada. Saí de uma aula e o maluco tava lá, sentado no meio da escada, com os cotovelos sobre os joelhos e a cabeça apoiada em uma das mãos como se estivesse entediado de esperar por alguém que vinha daquela mesma direção.

Passei reto e ele logo se pôs de pé. Peguei minha ficha de treinos e a pessoa pára do lado para pegar a sua também. Segui para os alongamentos, ele também. Ia de um aparelho a outro e fosse na frente ou logo ao lado está o sujeito lá, e a lançar olhares.

Natural - pensei da primeira vez. Afinal de contas, o cara começou o treino no mesmo horário e nada mais normal que estar por perto. E depois entrei há pouco tempo pra academia, não é de se estranhar que as pessoas reparem na presença de um rosto desconhecido.

Mas a cena se repetiu. Várias vezes, em horários e dias alternados, sem deixar dúvida, ficando mais assustador. Vou para um lado, vou para outro, tento me isolar e ele lá, à espreita, a ponto de algumas vezes simplesmente se sentar num aparelho próximo e ficar me olhando, assim, sem mais nem menos, sem fazer exercício algum. Eu saio, ele levanta e sai também. Oh God!

E não fala a criatura. Se ao menos dissesse alguma coisa ficava mais fácil de xingar. Diz aí? Como que faz pra mandar um sujeito desses cair fora? Chamo o professor e vou dizer o que? “Olha aí, o cara tá me seguindo aqui dentro, faz ele parar, por favor?”

É complicado. Só sei que não estou gostando nada disso, apesar dessa história ter me lembrado agora um pouco de Ata-me, do Almodóvar... o que não seria nada mal se o maluco ao menos se parecesse com o Antonio Banderas.

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Agosto 29, 2008

A Neusa

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Ligação recebida agora:

- Alôoo? Cadê a Neusa?, diz a voz estranha do outro lado da linha.


- Desculpa, senhora. Acho que foi engano. Não tem nenhuma Neusa nesse número – respondo educadamente.

- Mas é o número da Neusa. Como é o nome da sua mãe?

- Não é Neusa.

- Tá, mas qualé o nome dela então?

- Não interessa o nome da minha mãe, mas ela não é Neusa. Nem ela, nem eu, nem ninguém aqui. Foi um engano, senhora.

- Quer fazer o favor de me passar pra Neusa?

- Pi pi pi pi pi.

Esgotou minha paciência pra tanta ignorância.

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Agosto 28, 2008

Cão de gravata

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Adoro o cachorro de gravata aqui da rua. E isso não se trata de mero fetiche por aquele executivo gostoso, mas belíssimo filho da puta que freqüenta as redondezas. Esse anda de quatro mesmo, por natureza e não subordinação.

Quase sempre está lá, entre a barbearia e botequinho na altura do número 700 da minha rua com sua gravata vermelha. Simpático que só. Não sei quem é o dono. Ou dona. Ou se tem realmente alguém que olhe por ele, ou se apenas circula pela vizinhança na estica, como um vagabundo de terno que procura emprego.

Só sei que o dia é mais triste quando não o vejo na descida ou na subida de volta do parque. Como hoje. É, aquele cachorro desconhecido, mas interessante, intrigante deixa o meu dia mais feliz.

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Julho 31, 2008

Dia do orgasmo

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É galera. Parece que é isso mesmo. Hoje, 31 de julho, é o dia do orgasmo. Uma puta oportunidade dessas de escrever um texto engraçadinho sobre a data, e eu perco. Perco porque por mais vontade que eu tenha não dava pra escrever agora. Não depois de ler o texto do Tas. Tsic, tsic, não dava mesmo, fiquei altamente influenciável. As piadinhas pipocaram nessa mente doentia e certamente qualquer esforço estaria poluído, nada genuíno.

Mas para não deixar passar em branco segue o link do Blog do Tas, ok? Leiam, "bobinhos"! É legal. E tenham todos um feliz dia do orgasmo!

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Junho 20, 2008

Pega pra capar

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Aqueles que se importam em ter algo, digamos, sobrando por aí que me perdoem, mas cirurgia de troca de sexo coberta pelo SUS é um pouco demais para a minha cabeça (com o perdão do trocadilho, não que eu tenha, of course kkk).

Gente, um pinto a mais, um pinto a menos, que diferença faz pra quem já estava acostumado com isso? Com tanta gente morrendo em fila de hospitais por falta de recursos, com doenças graves que não podem esperar, chega a ser um insulto que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, tenha anunciado no último dia 5 que até o final do mês baixará uma portaria, tornando realmente gratuitas as cirurgias de mudança de sexo pelo SUS.

É isso mesmo, um capricho (porque não é um caso de vida ou morte, sequer problema de saúde) vai ser financiado por dinheiro público.

E onda chegou na bicharada de São Paulo. O excêntrico prefeito Gilberto Kassab regulamentou a pouco mais de dois meses outra lei polêmica a Lei Trípoli que regulamenta o exercício de canis e pet shops. Até aí tudo bem, mas o problema é que desta vez querem obrigar que o comércio de cães e gatos seja feito apenas com animais já microshipados e castrados, isto é, que submetam filhotes recém-nascidos, com menos de 60 dias e a saúde ainda bastante delicada a cirurgias complexas como esta sob pena de multa de R$ 1 mil a R$ 500 mil e apreensão dos bichinhos caso os estabelecimentos não cumpram a regra. Pode? Os animais geralmente são castrados após seis meses, já adultos.

A razão até é nobre – conter a superpopulação de animais e conseqüente abandono na cidade, que consome a cada ano mais recursos da prefeitura. Pena que o meio escolhido seja maquiavélico e tão radical. E ainda se orgulham de ser a primeira prefeitura a ter uma lei dessas. Façam-me o favor!

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Junho 19, 2008

Mamãe, quero ser um bife

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Nunca pensei que na terra do peixe cru a carne pudesse ser tão estimada. Ontem se comemorou oficialmente o centenário da imigração japonesa no Brasil e entre as tantas reportagens sobre o assunto, uma delas falava sobre o criação do gado Wagyu, raça que recebe um tratamento vip digno de dar inveja do Zeca Pagodinho às vacas sagradas indianas, exceto pelo sacrifício, claro.

Além de custar no Japão o equivalente a R$ 1 mil o quilo da carne, o Wagyu tem uma vida boa e tanto, criado com doses diárias de aveia, cerveja e massagem (é, isso mesmo!), com direito até a tratamentos de acupuntura e uma lustrada básica no pêlo com saquê.

Ô boizinho de sorte! Tá aí uma bela maneira de se gozar a vida, ainda que seja breve.

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Junho 13, 2008

Off-line

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É, parece que alguém resolveu me foder no dias dos namorados, e não foi um moreno alto, bonito e sensual, mas a Vivo. E ela passou longe de resolver os meus problemas.

Digamos que tive minha sexta-feira 13 antecipada. Tinha que cobrir um evento às 8h30 da manhã do outro lado da cidade, numa quinta, isto é, nem que eu quisesse poderia pegar o carro por causa do rodízio.

Organizada como sou, mal acordei e já tratei logo de ligar para a rádio-táxi para agendar o carro. Tentar ligar, na verdade. Disco o número com o boleto na mão e ao invés de ouvir o piiii, piii tradicional do sinal de chamada escuto “Vivo informa...” Ih, começou com Vivo informa já é meio caminho andado para ser merda.

E era. Assim, sem mais nem menos, em pleno dia dos namorados, de rodízio e de evento cedo na puta que pariu a Vivo resolveu, baseada em algum sistema de CRM do mal, que era a hora perfeita de me sacanear e suspender o meu telefone.

Pois é. Fiquei sem serviço nenhum sob a alegação que só vim a saber no final da noite de que o sistema deles não tinha identificado meu pagamento em uma nova modalidade que me migraram.

Poxa, mesmo que eu fosse uma inadimplente de plantão, os caras lidam com um serviço que fica 24 horas do meu lado, não tem desculpa para dizer que não me encontrou, não é verdade? Cobrar com jeitinho, checar se há alguma irregularidade, mas não, foi mais fácil apelar para o menos simpático. Cortar sem quaisquer aviso prévio, me deixar em apuros (e sozinha diga-se de passagem) num dia de cão.

Já foi religado, mas isso tudo depois de eu ter feito plantão e até dado telefone de orelhão para retorno da rádio-táxi (que também levou 1h30 para me atender, mas isso já é outra história), passado o dia todo incomunicável, pedido favor para deus e o mundo, ter feito minha mãe achar que eu morri, imaginando que marquei um blind date com um estranho psicopata e que meu corpo jazia em uma cama ensangüentada de motel barato agora.

Uma semana. Esse é o tempo que ficarei com a empresa. Só até aderir às concorrentes e é no plural mesmo. Depois dessa experiência desagradável e constrangedora descobri que com operadora de celular tenho que lidar como com os homens. Definitivamente não dá para ficar dependente de um e por segurança é prudente que se tenha pelo menos outro na manga em caso de emergência.

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Abril 09, 2008

Pão pão, queijo queijo

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Amigos, please! Ajudem uma loira a acabar com esse terrível dilema gastronômico. Afinal, queijo minas frescal é o mesmo que queijo branco?

Eu acreditava que sim. Até ONTEM. E olha que senti a diferença na pior e menos provável das circunstâncias, com fome, quando é de praxe que se devore o que quer que seja sem sequer se dar conta das nuanças de sabor.

Estava habituada a vez ou outra comprar o tal do queijo branco embalado naquelas bandejinhas de supermercado, até que então resolvi “inovar”. Com pose de quem tem algum tostão no bolso, entrei numa padoca chique, aquelas com tudo muito gostoso disposta a sair de lá com um pote de tomate seco e o queijo branco, pequenos caprichos que o cartão-refeição recheado de papis ainda me permite ter.

Feliz da vida, levei para casa uma embalagem dessas de minas frescal. Mordi e... eca. Não era bem o que eu esperava e agora jaz num pote no fundo da geladeira.

Bem, se forem a mesma coisa das duas uma: Ou o queijo tava estragado ou meu paladar é que anda meio torto ultimamente. Pessoas espertas, aguardo contribuição.

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Abril 04, 2008

Ele está em toda parte

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“Ooooooie!!!” - disse Tânia, tão logo me viu entrar no inferninho, vindo toda sorridente, de braços abertos, em minha direção.

“Guria, tu não vai acreditar. Encontrei Jesus!!!”, anunciava, apontando para o canto direito do fundo do bar.

“É, aquele loiro cabeludo ali. O nome dele é Jesus, mas os amigos chamam de Alemão. Ele prefere assim, sabe como é... "


"Hahaha, imagino", concordei.

Tô pegando” – confessava ela, com aquele ar de menina herege, orgulhosa da própria travessura, enquanto mexia o canudinho de sua Gin Tônica.

Agora assim, quem sabe, com a cara de pau comum a toda jovem com a libido à flor da pele, convencesse o pai que andava em boa companhia.

Que família! Que genro!


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