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junho 13, 2008

Off-line

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É, parece que alguém resolveu me foder no dias dos namorados, e não foi um moreno alto, bonito e sensual, mas a Vivo. E ela passou longe de resolver os meus problemas.

Digamos que tive minha sexta-feira 13 antecipada. Tinha que cobrir um evento às 8h30 da manhã do outro lado da cidade, numa quinta, isto é, nem que eu quisesse poderia pegar o carro por causa do rodízio.

Organizada como sou, mal acordei e já tratei logo de ligar para a rádio-táxi para agendar o carro. Tentar ligar, na verdade. Disco o número com o boleto na mão e ao invés de ouvir o piiii, piii tradicional do sinal de chamada escuto “Vivo informa...” Ih, começou com Vivo informa já é meio caminho andado para ser merda.

E era. Assim, sem mais nem menos, em pleno dia dos namorados, de rodízio e de evento cedo na puta que pariu a Vivo resolveu, baseada em algum sistema de CRM do mal, que era a hora perfeita de me sacanear e suspender o meu telefone.

Pois é. Fiquei sem serviço nenhum sob a alegação que só vim a saber no final da noite de que o sistema deles não tinha identificado meu pagamento em uma nova modalidade que me migraram.

Poxa, mesmo que eu fosse uma inadimplente de plantão, os caras lidam com um serviço que fica 24 horas do meu lado, não tem desculpa para dizer que não me encontrou, não é verdade? Cobrar com jeitinho, checar se há alguma irregularidade, mas não, foi mais fácil apelar para o menos simpático. Cortar sem quaisquer aviso prévio, me deixar em apuros (e sozinha diga-se de passagem) num dia de cão.

Já foi religado, mas isso tudo depois de eu ter feito plantão e até dado telefone de orelhão para retorno da rádio-táxi (que também levou 1h30 para me atender, mas isso já é outra história), passado o dia todo incomunicável, pedido favor para deus e o mundo, ter feito minha mãe achar que eu morri, imaginando que marquei um blind date com um estranho psicopata e que meu corpo jazia em uma cama ensangüentada de motel barato agora.

Uma semana. Esse é o tempo que ficarei com a empresa. Só até aderir às concorrentes e é no plural mesmo. Depois dessa experiência desagradável e constrangedora descobri que com operadora de celular tenho que lidar como com os homens. Definitivamente não dá para ficar dependente de um e por segurança é prudente que se tenha pelo menos outro na manga em caso de emergência.

março 11, 2007

A hora H


Pensei que já tivesse passado, mas aparentemente não. Foi tê-lo outra vez em punho para sentir o calafrio tomar conta de mim, ainda que fizesse um calor insuportável lá fora. Minhas mãos suavam absurdamente. O tremor que começava a dar sinais anunciava o risco da voz falha, de um nervosismo quase imaturo e bastante inapropriado para a hora.

Era um mal necessário, parte do ofício e já não tinha jeito de voltar atrás. Eu precisava fazer aquilo, embora me surpreendesse que a reação de pouca intimidade com aquela situação ainda me assustasse, coisa que já julgava superada.

“ Você é a próxima” – me avisou o rapaz. Em poucos instantes, do anonimato da platéia, eu seria, de certa forma, a atração. Para quem os olhos se voltariam e perderiam seu tempo mesmo que por alguns segundos.

Enfim encarei o microfone e aquele bando de jornalistas, disse meu nome, de que veículo eu era e fiz minhas perguntas para os protagonistas daquela coletiva. Quando abri a boca, a voz estava lá e as idéias saíram articuladas. Ao fim, ainda tremia.

Como a merda de uma experiência aos oito anos é capaz de fuder com a cabeça da gente? Como? Maldito trauma de microfone! Tá aí um dos bons motivos de eu não gostar de telejornalismo. Um dia passa, ah, se passa!

dezembro 31, 2006

Obrigada!

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Não vou escrever nenhum texto engraçadinho desta vez. Estou aqui para agradecer. Às vezes a gente esquece de dizer obrigada, de botar pra fora a gratidão e felicidade que tenho com cada comentário que vocês deixam por aqui, com cada clique que meu contador delata. É isso aí, muuuuito obrigada a todos que de alguma forma fazem parte desse universo do Balaio! Anônimos, velhos conhecidos, novos leitores, são todos muito especiais.

Peço licença, mas eu pre-ci-so destacar algumas pessoas que foram cruciais na história desse blog:

Ju, se não fosse você ter posto aquele primeiro comentário anônimo lá no comecinho do Balaio eu não saberia que tinha leitores e talvez não seguisse escrevendo. Thanks do fundo do coração! Sei que agora você está apaixonada e não tem mais tempo para mim, mas te desejo toda a felicidade do mundo mesmo assim.

Lia, minha colega no Gente, foi horrível!, graças a indicação dessa louca que só tinha me visto uma vez na vida, numa dinâmica de grupo que eu caí de pára-quedas, hoje eu tenho um ganha-pão. Linda, você sabe que é meu anjo da guarda! Tudo de bom, mil beijos pra ti!

Giba, outro anjo, outro louco. Eu, recém-formada, não tinha currículo em jornalismo e este homem leu o blog, gostou dos textos e apostou em mim. Um ola para o coolhunter do ano! Muito sucesso, Giba, sou tua fã e vou ser eternamente grata!

Marcão, o que dizer desse evangelizador, gerador de tendências na blogsfera? Depois que incluiu nos links e comentou sobre o Balaio S/A no Jesus, me chicoteia! causou o milagre da multiplicação dos cliques por aqui, uma bênção!

Mariana, essa guria nem me conhece pessoalmente, mas sabe-se lá o porquê achou o blog interessante e incluiu no seu TCC de jornalismo da USP. Obrigada, querida! Me sinto lisonjeada com a participação.

Christian, “namoradinho” hahaha! Descobri esse ano o amigão que tu era. O teu crédito no meu TCC tá guardado, mas já adianto meus agradecimentos aqui por toda a força que me deu, me ajudando a resolver problemas “técnicos” e me resgatando pelas confusas ruas de Guarulhos. Obrigadão!

Eu não inspirei o David Coimbra perambulando pela redação da Zero em 2004, mas surpreendentemente ouvi de algumas pessoas que se inspiraram na minha experiência com o Balaio para se aventurarem no mundo dos textos. Fico muito satisfeita de ter dado, mesmo sem querer, esse empurrãozinho.

Coleguinhas ativas de blog: Gabi, Jé, Rô. Gente, foi liiiindo! Heheheh Deus me livre fazer fofoca, mas o nosso blog foi um sucesso, “o mais engraçado dos últimos tempos”, segundo a Anna.

Pessoal, todo mundo é muito importante para mim. Gostaria de agradecer a cada um se fosse possível, mas não faço idéia de quem acessa o blog. Pra tentar acabar um pouco com esse anonimato, proponho uma espécie de guestbook 2006. Quem passou por aqui em esse ano deixa um recadinho nos comentários ou me envia um e-mail mesmo. Um mero oi é basta para deixar essa blogueira contente.

Feliz 2007 para todos nós!

abril 11, 2006

Olha o chicote!


Blogueiros e hereges de plantão: morram de inveja! Estou trabalhando com a mente brilhante ou doente, quizás até demoníaca, dependendo do ponto de vista de alguns leitores, enfim com o jornalista por trás (ou à frente, vai saber hehehe) do famoso blog Jesus, me chicoteia!, Marco Aurélio dos Santos.

Para quem curte ou ainda não conhece fica o link aí do lado a partir de hoje. Buenas, me despeço parafraseando Pernalonga, antes que sobrem chicotadas para mim.

That's all, folks!


setembro 18, 2005

Engavetados


É foda ficar sem computador. Fiquei duas semanas com o meu estragado, desnorteada, com vários arquivos importantes guardados lá e subitamente longe do meu alcance. É nessas horas que a gente percebe como Murphy não falha. Todos aqueles textos engavetados que você pensava que nunca mais fosse precisar usar se tornam imprescindíveis de uma hora para outra.

Domingo, classificados e uma vaga super legal recém aberta para um jornal bacana, em plena semana de bug no PC. Preenchia todos os quesitos, porém teria que enviar três textos publicados. Adivinha onde meus textos estavam arquivados? Me senti a criatura mais estúpida da Terra, digna de ter a cabeça engolida por aquela tartaruga de chocolate. "Estúpida!" E off-line. Fazer o que? A vida nos prega peças mesmo.

Falando nisso, descobri que São Paulo não é tão grande como parece. Infelizmente. Esse mundo-ovo me trouxe à tona um passado obscuro, indesejável que pensava já estar mais engavetado que meus velhos textos. Algumas coisas definitivamente não precisavam ter back-up, mas nevermind, pelo menos nos serve de consolação saber que a vida se renova e continua, como meu computador, com alguns problemas resolvidos, outros novos e umas perdas no meio do caminho.