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fevereiro 18, 2008

Perdidas na noite

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Estou órfã. Acabaram os ensaios das escolas de samba e agora fiquei assim, sem eira nem beira, querendo mais carnaval e nada.

A título de informação (já que fiquei aguardando fotos para ilustrar o post e até agora não recebi) o recorde foi realmente batido. Depois da X-9 rolou Gaviões, Rosa, Mancha e Vila Maria. Aeee! Carnaval foi uma delícia, mas como dizem alguns amigos: “O que acontece no rolé, morre no rolé”. Então, melhor deixa quieto.

Enfim, voltemos a meu presente órfão. Fim de horário de verão, um sábado com duas meias-noites é dia de estar na rua, of course! Mesmo sem ensaios ou idéia de uma balada boa (sábado é o pior dia em São Paulo, não tem jeito) partimos eu e uma amiga para o bar Empanadas, na Vila Madalena. Afinal, se uma cerveja antes do almoço é muito bom pra ficar pensando melhor, imagina no sábado à noite rsrsrs

É, o lugar não é exatamente aquilo que poderíamos chamar de esconderijo de pessoas bonitas, mas a comida é boa e guess what? Aceitam cartão de refeição (pobre é foda)!

Ficamos lá, pensando, botando o papo em dia, de vez em quando olhando o SporTV transmitir o Campeonato Africano e tentando descobrir que diabos de jogo do Brasil tinha aquele dia que não estamos sabendo, coisa que soube no dia seguinte que se tratava da seleção canarinho da JAMAICA, God! É minha amiga também tem alma de loira.

A noite estava fraca. Apesar das pernocas de fora naquele calor dos diabos nenhum cavalheiro nos abordou ou ofereceu gentilmente algum drink dessa vez, com exceção de um trio de tiozinhos barrigudos que nos pararam na porta, mas aí não vale, né?

Apesar disso, um evento Mastercard fez com que ganhasse o dia. Cenário: Banheiro feminino. Ouvi um “tu” da amiga do lado. Minhas anteninhas ficam ligadas, jamais fico imune a um “tu”.

Perguntei: “Tu é da onde? E a colega respondeu: “Do Espírito Santo”.
“Ah! Então esse teu tu é de carioca”, disse eu, sem noção e medo de apanhar zero, como se percebe. Por sorte ela não se abalou e perguntou de onde eu era.
“Sou gaúcha”, disse.
“Modelo? Veio tentar a sorte em São Paulo?”, disse a capixaba.

Olha, se fosse um homem juraria que não passava de uma cantada barata, mas se a mina não era lésbica então acho que foi um comentário sincero (e ingênuo e talvez bêbado, pessoas não enxergam direito nessas condições), mas valeu.

Dei tchau a amiga antes de deixar o banheiro que por sorte estava num momento de privacidade atrás da porta, senão era o risco de ganhar um beijo depois dessa.

E a noite? Continuou fraca, mas engraçada, numa balada eletrônica, bem longe das rodinhas de samba. Mas como dizem alguns amigos: “O que acontece no rolé, morre no rolé”. Então, melhor deixa quieto.

janeiro 10, 2008

Aberta a temporada do samba!

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“Quem não gosta de samba, bom sujeito não é...” E a sujeita aqui ama uma batucada. O combinado saiu da promessa e ganhou a quadra da X9, abrindo oficialmente o circuito de visitas às escolas de samba de São Paulo (pois é, dizem que paulista não tem muito jeito pra coisa, mas não é que até estão fazendo bonito?).

Nada como a vibração de uma bateria para lavar a alma e o resto do corpo, diga-se de passagem, ô coisinha que faz a gente derreter.

Há anos que tenho a vontade de visitar a maioria das escolas antes do carnaval. Mais ou menos como assistir os indicados antes do Oscar. Pra variar, nunca consegui nenhum dos dois. No samba foram no máximo duas quadras no mesmo ano.

E o prazo desta vez é curto. Apenas duas semanas até o carnaval, mas bora tentar. Quem sabe esse ano consigo bater o recorde e chegar pelo menos a três rsrsrs

As eleitas, a priori: Gaviões da Fiel, Mancha Verde, Mocidade Alegre, Pérola Negra e Vai-vai.

julho 16, 2007

E o bambu?

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A Zorba acaba de lançar no mercado brasileiro um cueca ecologicamente correta: a Zorba Bambu, produzida com as fibras do dito cujo.

Com venda exclusiva no Wal-Mart durante os três primeiros meses, a fabricante afirma que a novidade dificulta a proliferação de bactérias, mantém a temperatura do corpo, absorve melhor a umidade e facilita a transpiração.

É no mínimo curioso. Agora basta saber se ao invés de bactérias as cuecas não passam a estar mais sujeitas a formação de fungos e pragas. Vocês sabem, cogumelos, limas, formigas, gafanhotos, e por aí vai.

Já pensou? Será que tem que regar? E no varal? Elas secam ou fazem a fotossíntese? Dariam alergia ou urticária? Tá aí um bom motivo pro macharedo justificar as coçadas de saco e afins. Uma coçada verde, sustentável!

Ah! Falando em bambu, alguém mais lembrou do Silvio Santos? Aquela menina daria ou não daria uma perfeita garota propaganda?

Parece que ativistas do Greenpeace tinham topado fazer o teste das cuecas, mas deram para trás assim que perceberam que a produção poderia pôr em risco a nutrição dos pandas já ameaçados de extinção. Na falta de voluntários, a marca estuda um patrocínio no Fantástico, na esperança de que então Gabriel Moojen experimente e mostre ao telespectador brasileiro as cuecas do "Mundo de Valentina".

É esperar para ver. Se alguém mais se prontificar a provar, por favor, nos relate a experiência.

julho 09, 2007

Novo nicho

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Sex sells, não tem jeito. Depois de muito recusar ofertas em porta de balada do tipo “tia, compra uma bala, só para me ajudar”, isso quando não é flor, ou chiclete ou chocolate e por aí vai, finalmente ouvi algo diferente e mais útil.

O garoto vinha atravessando a Atílio Innocenti e já oferecendo.

- Vai um chiclete?
- Não.
- Um cigarro?
- Não.
- Camisinha?

Eu tive que rir. Essa eu nunca tinha ouvido. Esse guri tá no caminho certo! Pensei.


Nunca percebi o potencial que a mercadoria tinha para o mercado de ambulantes de saída de festa. Muito, muito providencial.

Não comprei nada, como de costume, mas valeu pelo clique. Fiquei surpresa e tirei o chapéu para ele, afinal, gente bêbada, esquecida e irresponsável é o que não falta nessas ocasiões.

Outro dia passo por lá de novo, só pra saber como andam os negócios. Bom, agora vocês já sabem. Se algum dia estiverem pela Vila Olímpia e forem pegos desprevenidos, fiquem tranqüilos. Há de ter um garoto logo ali na esquina, feliz em quebrar o galho numa hora dessas.


julho 02, 2007

São dois pra lá, dois pra cá

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Ok, depois de dois anos e meio na babilônia fui pela primeira vez a um baile de formatura paulistano. É não muda muita coisa, exceto que por aqui os convidados é que acabam tendo que pagar fortunas para ir a uma festa dessas, mas tudo bem, formatura é sempre um barato.

Aquele povo todo fantasiado de gente civilizada, os suspiros de sobrevivência das valsas e das bandas esquisitérrimas, e é claro, o álcool - que rola à solta, como em nenhuma outra data.

Eu, obviamente, não me privei desse oba-oba, mas maior que a experiência antropológica de vivenciar o primeiro baile de formatura daqui foram as pazes que fiz com a Coca-cola.

Decidi acrescentar mais esse item a minha geladeira de solteira. Ok, ela descalcifica, engorda, dá celulite, mas estará, a partir de hoje, para sempre presente na minha vida. Por quê? A Coca-cola me salvou. Sim, para algum fim ela serve além de encher nosso sangue de um delicioso e absurdo teor de açúcar. A Coca-cola salva. É um santo remédio para a ressaca e melhor ainda para o enjôo dos excessos de doses de whisky e saquê.

Enfim, viva o seu lado Coca-cola. Eu já descobri o meu.

maio 01, 2007

Há algo de sujo na outra face da maçã


Numa noite é um inocente papo quente com vinho, entre amigas, no dia seguinte me vejo cercada por pintos de plástico. Pois é, eu bem que tento me afastar desse universo promíscuo, mas de alguma forma carmática ele me persegue.

Estava lá, pendurada no meu pescoço em caracteres encarnados, a credencial que identificava: “Erotika Fair - a feira mais transada da América Latina!” Olha que gostoso? O que a gente não faz por uma amiga, hein?

Fui lá, firme e forte, fazer a solidária companhia à colega que pre-ci-sa-va ir àquela feira a trabalho. Ócios do ofício... de jornalista, entende?

“Por favor, de onde saem os ônibus para feiras?” – perguntou ela, discretamente, ao guarda que estava por perto. Com um sorrisinho sacana e aquela olhada de cima abaixo o sujeito disse: “É pra feira erótica?” Esperou a confirmação e só depois orientou, como se tivesse muitas vans saindo para feiras do Tietê.

Constrangimento pouco é bobagem e aquele foi só o primeiro. Chegando ao ponto, o naipe da galera que aguardava o frete: Pederastas, mulheres da vida, candidatos a sofrer de fortes crises de LER nos punhos, enfim, só gente fina. E nós, claro, naquele cortiço ambulante.

Roda, roda, roda, até que pára. Mal descemos da van e já se avista um motel-móvel estacionado na entrada, com projeções de cenas, quiçá, muito úteis para um residente de ginecologia. Gemidos e bate-estaca se misturam na trilha local. E lá estavam eles, os consolos, tão populares na decoração e na oferta como as bolinhas de natal no fim do ano.

E os shows? Esperava encontrar na programação propostas mais teóricas e menos empíricas, mas não. Havia um festival de darkrooms: “fantasias eróticas”, “massagem erótica”, “sodoma”, “show de lésbicas”, “show de sexo explícito”, “labirinto do prazer”, hipnose, sala de voyerismo, homens de sunga e capinha preta pelos corredores e por aí vai. Uma visão do inferno, algo para episódio de Além da Imaginação.

A barbárie dali tinha transformado toda a nossa malícia convicta em uma piadinha infantil. Foi-se o limpo, o bonito, o saudável. Saímos de lá vivas e imaculadas, com os pés doendo e uma ânsia no gogó.

abril 16, 2007

Papo quente


Veja a que ponto chega a fama da pessoa só porque escreve um blog meio sacaninha. Acabo de ser convidada por uma amiga para uma tal "noite de papo quente lá em casa".

Que diabos é isso? Pois é, me fiz a mesma pergunta. Trata-se de uma modesta reunião entre mulheres para abrir o jogo e colocar na roda todas as fantasias realizadas ou que estão ainda na fase do projeto. Nada de lesbianismo, viu?

Segunda ela, a idéia é juntar 200 idéias do que fazer com um homem na cama para uma matéria que será publicada numa dessas revistas femininas de grande tiragem que não posso dizer o nome.

O bom é que se eu não for muito útil, a menos poderei coletar material para novas histórias. Topei, lógico. Vai ser um experiência antropológica.

O fato é que ela já me disse a frase mágica: "Vai rolar um vinhozinho pra vocês se soltarem mesmo". Ah, coitada! Mal sabe dos efeitos do vinho neste corpo púdico. Viro gremlin heheheh

A ver, a ver que bicho isso vai dar.

fevereiro 22, 2007

Drops de carnaval


Mamas

Alguém já reparou como as mães d´água na beira da praia se parecem com próteses de silicone?


Bom negócio

Diálogo entre clientes gaúchos e o dono do mercadinho da Barrinha (Garopaba -SC), um catarinense:

- Vamos levar um pacote (= 12 unidades) dessa Polar aí. Quanto sai?
- Deixa eu ver. Cada lata é 2,50 então são 25 reais.
- Tem desconto?
- Humm, tudo bem, mas posso dar no máximo 3 reais de desconto, aí fica 21.

Sobrepeso

Curta interação entre folionas gaúchas e o moço catarinense do estacionamento na chegada do Bali Hai de Garopaba.

- Não vão por aí que atola.
- Como atola? A gente tá a pé!
- Ah, aí atola.

No bar

Tentando pedir uma cerveja para a atendente do Bali Hai:

- Uma cerveja, por favor.
- Guaraná ou Sprite?
- Não. Eu quero uma cerveja.
- Na ficha diz "Cuba". Com guaraná ou Sprite?
- Eu peguei a ficha de vodka, amiga, e nela diz 5 reais. Agora me vê uma cerveja.
- A cerveja é 3. Guaraná ou Sprite?
- Que merda! Tá difícil, hein? Então me dá uma dose de vodka mesmo.
- Com guaraná ou Sprite?
- PUUUURA!


janeiro 11, 2007

Ah, que saudade!

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"Paulista é mole!" Eis a frase que já virou quase um mantra ecoado entre eu e minhas amigas conterrâneas da Xuxa e da Gisele Bündchen, residentes aqui em São Paulo. Ninguém entende o que a gente quer dizer e o macharedo sai todo ofendido levando para o lado pessoal, mas é a mais pura verdade. Paulista é mole! O paulistano para ser mais exata. Digo, afirmo e repito com a mais absoluta certeza depois de voltar de uma temporada na terrinha.

É claro que há exceções. Antes que alguém me acuse ou venha com aquela velha e cretina história de "deixa eu mostrar quem é mole aqui" cabe lembrar que sim, estou tratando de uma generalização, de uma maioria, uma constatação de massa e nada individual, prestaram a atenção?

Os homens de lá são diferentes. Já estava esquecendo como era. É um approach assim, sei lá, mais determinado e gentil ao mesmo tempo. Há um esforço remanescente do séc.XIX em conquistar as damas. Sim, porque em Sampa tudo é muito moderno. Já tem mais mulher do que homem em todo lugar e como a mulherada começa apavorando desde cedo, quando chega numa fase mais madura o povo nem aprendeu como que se faz.

Maldita iniciativa feminina! Virou tudo do avesso, acabou com os instintos naturais. É quase como comparar açougue à comida congelada. Paulista é tão comida congelada! Nem lembra de onde vem a carne porque já tá tudo ali, na mão, é só esquentar, embora não tenha o mesmo gosto. A lei do menor esforço, talvez. Eu sei que não é intencional e muito provavelmente seja fruto de uma seleção natural urbanóide, mas eu não tenho talento para ser o homem da relação e não ei de me adaptar.

Me comportei quase como uma virgem em Porto Alegre, mas foi muito gostoso ser revisitada pelo cortejo dos meus queridos gaúchos. Eles sabem fazer com que a gente se sinta especial. É um atributo nato. São homens menos temorosos que não têm receio de ouvir um não. Não precisam de mil braços, de cantadas velhas, de táticas mais agressivas, nada disso. É jeito. E um jeito que eu não sei explicar. Por mais recusas que levem jamais são desprezados, porque sempre conquistam alguma parte de ti, nem que isso se resuma a um mero sorriso. Uma pena que não compartilhamos mais o mesmo DDD.

dezembro 25, 2006

O Jaime

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Quase toda a semana ia lá, fazer a mão no salãozinho da Vila Mascote. Ambiente agradável, bom atendimento. Os mesmos rostos de sempre. A mulherada da vizinhança, as recepcionistas, as manicures, as esteticistas, as meninas do cabelo, um templo 100% feminino se não fossem os três ou quatro homens que também empunhavam tesouras por ali.

Alegres, diga-se de passagem. Como geralmente são. Falando fino, com um gingado nas cadeiras e a trocar os últimos babados com as clientes entre uma tesourada e outra. Gente finíssima! Um barato estar em sua presença.

Um deles, porém, parecia diferente. Era mais quieto, sei lá, discreto talvez. Reparei que às vezes reparava em mim. Estanho, mas tive essa impressão. Quem sabe enxergasse era aos meus cabelos com olhos de pintor frente a uma tela virgem pronta para imprimir sua arte. Ou como uma mocréia. Sim, é comum que achem que somos umas mocrécias. Talvez morresse de ódio por eu não explorar o potencial infinito de possibilidades que uma mulher pode adotar nas madeixas. Um desperdício!

Mas não. Parecia me lançar olhares heteros. Olhares não profissionais, sutis, é verdade, mas miradas de homem. Será que ele não é? Dá próxima vez perguntaria à minha manicure. Pronto, estava decidido. Era isso que faria. Com uma monossílaba ela desvendaria aquele mistério de uma vez por todas.

Chegou o dia. Ensaiei puxar o assunto com ela uma, duas, três vezes. Desisti. Ele estava muito perto e ouviria. Com certeza ouviria e eu ainda teria que explicar o porquê de estar interessada naquela informação. – “Curiosidade” – diria eu em vão, mas ninguém ia acreditar. Então receberia olhares recheados de malícia de toda a equipe do salão e nunca mais poderia pôr meus pés naquele recinto tamanho o embaraço. Não, aquela não era uma boa idéia.

Fui embora com a dúvida de sempre, frustrada e covarde. Entrei em casa ainda cuidando para não borrar as unhas. Meu pai me viu e lembrou que tinha esquecido de cortar o cabelo:

- Que merda! Liga para o Jaime e vê se ele tem hora para quarta – disse.

- Qual deles é o Jaime? - Perguntei para minha mãe.

- Ah! O único que é macho, do cavanhaque, sabe?

Sim. Eu sabia! Eu sabia! Não estava ficando louca. Respirei feliz, aliviada. Ainda havia heteros incorruptíveis até nos meios mais vulneráveis.

novembro 23, 2006

A rua do Bozo

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Gente, que horror! Piada velha e sem graça é pior que boy band. Quando a gente acha que já era e ficou no passado tá lá ela de novo, sempre tem um besta pra gostar e espalhar a praga por aí.

Bem, elas ressuscitaram nesse fim de semana, mas especificamente na Avenida Mário Ribeiro, em Guarujá. Por deus! Juro que fiquei com a sensação de que iria saltar o Bozo ou quizás alguém gritando “Pegadinha do Malandro!” a qualquer momento naquela rua.

A primeira foi na ida. Um senhor na companhia de dois poodles, no alto de seus mais ou menos 60 anos, puxa papo no meio da rua comigo e minhas amigas. Pergunta a uma delas:

- Eu não te conheço?
- Não sei.
- Acho que estou te reconhecendo do shopping. Você trabalha com roupas?
- Não.
- Então você trabalha sem roupa?

Hahaha.

A segunda foi na volta. Na mesma noite, um grupo de aborrecentes começa a assoviar e então um grita:

- Caiu do céu?
- É. De cara, não tá vendo? - respondeu uma delas.

Hahaha. Bizarro encontro de gerações. Tenha dó!

outubro 26, 2006

Coisas de pele

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Acabo de pagar para uma mulher pegar no meu peito. Não gostei. Me senti rasgando dinheiro e saí de lá insatisfeita. Não, não foi minha primeira experiência com prostituição e lesbianismo, mas a primeira esfoliação numa estética. Porra, tinha a necessidade? Eram as minhas costas que estavam descascando, oras!

Nunca tinha feito isso antes. Cheguei lá e já mandaram tirar a roupa. Ok, até aí eu imaginava que fosse assim mesmo, mas foi estranho. Imaginava que tivesse algum aparelho ou um produto super potente que removesse todos os rastros de pele morta que o sol tinha me deixado. Tudo ilusão.

A esteticista entrou na sala, emplastou as mãos com um creme esfoliante, deu um esfregada com aquele troço em mim, me deixou uns 15 minutos em repouso e pronto. Se eu soubesse que era assim teria comprado a merda do esfoliante e feito em casa sem pagar um tostão para ter o constrangimento de um estranho me apalpando. Enfim, tirando a meleca não tinha surtido muito resultado. Não gostei. E ela ainda disse: "Acho que você vai precisar de mais uma." Ahan, vai esperando! Eu não faço mais esfoliação nem fudendo.

"Pode se vestir, linda". Linda??? Nãooo! Botei a roupa, paguei e fui embora.

outubro 17, 2006

Proposta (in)decente

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Praia da Costa, Vilha Vilha-ES. Estávamos lá, eu e minha irmã felizes da vida, sentadas num boteco à beira-mar, tomando umas naquela tarde ensolarada do feriado de 12 de outubro. Tudo perfeito até que se aprochega um gordinho micareteiro, suado e sem camisa. "Eu tava ali observando..." disse ele, e mais outras coisas que não ouvi, obviamente, porque não gosto de conversar com gente estranha.

Muito à vontade e com um carioquês insuportavelmente falso, o ser puxa a cadeira e senta. Fez aquele propaganda da região e, de repente, deu a dica cretina: "Tem uma boate muito boa aqui, a Swinger´s. Acho que vocês deviam conhecer". Engasguei. Essa parte eu tinha escutado. Afinal, coisas que inspiram sacanagem mesmo vindas da boca de gente esquisita sempre me chamam a atenção. O sujeito entendeu o engasgo com um riso.

"Ah! Deu uma risadinha é porque gostou".

"Gostei nada, que merda de nome é esse?", respondi.

"É legal, vocês vão gostar. Hoje tem pagode e..." novamente não escutei a informação inútil.

"Swinger´s? Isso é nome de puteiro. Não vem com essa". Desliguei. O pastel de camarão e a cerveja estão mais interessantes e eu não ia conhecer aquele lugar anyway.

De volta ao hotel estava lá entre os flyers o panfleto do Swinger´s. É, parecia um lugar decente. Nunca saberei.


setembro 13, 2006

De chorar no cantinho

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Depois da Juliana Paes chorar no Faustão porque foi clicada sem calcinha, lembrei dos meus tempos de colégio. Calma, não andei praticando naturalismo, nem mostrando nada por aí. A recordação foi de uma mestra.

Tive uma professora de matemática na 7ª série que ficava tão sentida quando a turma ia mal nas provas que soltava um frase muito esquisita, como mãe que lamenta "Onde foi que eu errei!".

A frase que ela dizia com um profundo pesar era: "Gente, é de chorar atrás da porta sem calcinha". Nunca entendi essa frase e diversas vezes me peguei imaginando a situação que teria elevado aquela cena a um status tão trágico como o que ela inspirava. Juliana talvez entenda agora.

setembro 11, 2006

Outros de enfiar

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Brinquedinhos

Eles tinham muitas afinidades. O povo apostava que o cara era gay, mas ela resolveu arriscar, ver até onde aquilo ia. Numa bela noite, num momento quente ela anuncia que tem um vibrador como quem sugere uma brincadeira mais sacana. Eis que ele pergunta: “É de enfiar?”

Diálogos no messenger

No meio da tarde de uma quarta-feira salta lá a janelinha. Era o Luciano, um amigo músico de Porto.

- Gravei uma música, quero que tu escute, tá?
- Tudo bem.
- Tô te enviando Codinome.mp3
- Não. Manda para o meu e-mail. Aqui não consigo escutar.
- Tá... já te enviei. Quero que tu escute, tu sabe que tu é meu termômetro.
- Hein? Termômetro? Não sei se gosto da idéia. Termômetro se enfia no cú, bota na boca e no sovaco. Não quero ser teu termômetro.
- Bah, tu entendeu. Escuta aí e depois me diz o que tu achou.
- Tá bom, podexá. Bjs
- Bjs

setembro 03, 2006

Uso externo!?

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Estava com uma dificuldade danada de me concentrar essa semana. Atolada de trabalho e com uma capacidade sobre-humana para a dispersão, tive a idéia de comprar um protetor de ouvidos para ver se pelo menos abafava o som.

Comprei um daqueles laranjinhas de espuma moldável. Para minha surpresa, dizia lá nas instruções: USO EXTERNO. Tudo bem que eu sou loira e às vezes não sei como fazer o uso correto das coisas, mas por acaso alguém achou que eu poderia engolir aquilo? Não entendi. Aquele negócio não é de enfiar no ouvido?

Fiquei confusa. Se aquilo é de uso externo OB é o que? Eu também não engulo. E supositório? Quase fui até a farmácia pedir para ler a bula de um supositório. Desisti. Seria um constrangimento a troco de nada. Eu duvido que tivesse esse tipo de informação lá, afinal todo mundo sabe que aquilo não é de pendurar na orelha, muito menos de pôr na boca.

Realmente não sei mais quais são os critérios para a classificação de interno e externo. Se alguém souber por que raios aquele USO EXTERNO estava na caixa dos protetores, por favor, me explique. Tô aceitando qualquer palpite. Não agüento essa dúvida não, eu preciso de uma luz.

agosto 19, 2006

Filho maravilhaaaa, nós gostamos de você...

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Um inferno para chegar, uma molecada que nem deveria conhecer o repertório do cara, mas valeu a pena, me acabei. Jorge Ben bom!

Oba, oba, oba!

julho 02, 2006

É nóis outra vez!


Pausa para a modéstia heheh Pouca gente sabe, mas o nosso quadrado mágico da faculdade - Álvaro, Deza, Fernando e eu - já levou alguns títulos. Acabei de receber o link de uma reportagem sobre o prêmio Unirádio, da FM Cultura que ficamos com o 2º lugar com a reportagem sobre o Brique da Redenção. Valeu. Só soubemos da participação quando a ex-prof Doris Haussen avisou que já estávamos na final. Gostoso saber que a PUCRS não esqueceu da gente depois da graduação.
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Ai, que saudade dos tempos do rádio na Famecos! Saudades de todo mundo. E para compartilhar minha felicidade e mostrar um pouquinho da história do nosso querido Brique da Redenção, em Porto Alegre, deixo o link da reportagem:
http://cyberfam.pucrs.br/noticias.php?id=248 Dá para ouvir o nosso trabalho também.

Foto: Brique da Redenção (Direitos reservados à Associação dos Artesãos do Brique da Redenção)