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abril 15, 2011

Cutuca aqui, cutuca acolá

Nunca entendi esse recurso de cutucar as pessoas no Facebook. Sério, para que serve isso? Era para ser algum meio de chamar a atenção? Seria isso uma espécie de paquera nerd?

Imagine a cena. A galera saindo por aí, paquerando aos cutucões. Com os dedinhos nervoso nas noitadas mundo afora. Surreal!

Você lá, no barzinho ou na balada, de repente avista alguém interessante, chega junto e dá um cutuco no indivíduo. E se ele te der um cutuco de volta? Significa que o interesse é recíproco?

Na vida real, quando é que você cutuca alguém? Eu não lembro de feito muito disso, mas acho que só usei para chamar a atenção de quem tinha muita intimidade, uma irmã, uma amiga, geralmente como uma variação de um puxão de orelha, um chute na canela ou qualquer coisa que o valha para ver se a pessoa se toca que estava dando mancada.

E se for isso? Com que direito estranhos que não tem intimidade alguma acham que podem sair por aí chamando a atenção de quem bem entendem, hein? Hein??

Cutucões podem ser muito irritantes. Podem ser uma maneira de provocar o outro. A ira do outro mais especificamente.

Já cutuquei para pedir informação também, é verdade. Mas aí ao invés de cutucar de volta, não deveria ter algum campo para preencher, algo do tipo “Posso ajudá-lo?”

Dúvida para Glorinha Kalil: É falta de educação não cutucar de volta? O que diz a etiqueta de boas maneiras virtuais?

Pelo sim, pelo não, me perdoem os cutuquentos, mas vou continuar removendo seus dedinhos por aqui.

setembro 24, 2009

Mentiras sinceras me interessam

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Ok, mulherada, admitam. Nós gostamos de ser enganadas. E antes de ficarem indignadas e desejarem minha cabeça pensem um pouco comigo.

A raça humana já tentou criar diversas linguagens comuns, mas poucas parecem tão universais como as mentiras que os homens contam. É incrível como elas se parecem em vários idiomas, é algo mais evoluído que o próprio Esperanto!

Se os homens se empenhassem tanto em desenvolver um idioma universal, como são eficientes em padronizar as desculpas e cantadas esfarrapadas, o mundo já estaria falando a mesma língua há séculos!

E sim, nós, mulheres, conhecemos esse código também. Tudo bem que na hora de falar somos tão fluentes quando um brasileiro arranhando no portunhol, mas o fato de que somos peritas em ler e ouvir essas barbaridades, isso, ah! Ninguém pode tirar da gente.

O detalhe ainda mais surpreendente é que apesar de sermos capazes de enumerar de cor e salteado a lista das mentiras que mais ouvimos na vida, sim... nós continuamos acreditando nelas! E por que isso? Pura estupidez?

Convenhamos, nós não somos burras e muitos homens sabem bem disso (os que não sabem é porque tem o ego tão grande que acreditam realmente que você caiu como patinho só porque ele é muito bom nisso rsrsrs).

Mas se não somos burras e sabemos que eles mentem mesmo, só resta uma segunda alternativa: nós gostamos de ser enganadas! E se não gostamos estamos, no mínimo, emitindo os sinais errados e causando um péssimo ruído de comunicação entre os sexos.

Em última instância, poderíamos inclusive chegar à conclusão de que se os homens mentem, é apenas para nos fazer feliz.

O que não deixa de ser uma verdade. Ou alguém aqui já achou um horror ouvir coisas como "você é mulher da minha vida", "não sei mais viver sem você", "passei a noite toda trabalhando", "putz, acabou a bateria do meu celular", "você tem razão, meu amor", "eu te amo", "vou pedir o divórcio, dessa vez é pra valer!", e por aí vai.

Sim, nós gostamos! E sabe qual é a parte da mentira que os homens contam que mais incomoda? Pois é justamente quando ela acaba!

Quando ao invés de dizer que você fica linda de qualquer jeito, ele sugere onde poderia melhorar. Quando ao invés de te tranquilizar que no jantar de negócios só tem um bando de machos, ele conta que também está presente aquela executiva gostosinha, com cara de biscate, que você não suporta. Quando ele confessa que “tecnicamente” ele não pode ser dizer “solteiro”. Pronto, nosso castelinho de areia vem abaixo!

Como já dizia Mário Quintana, "a mentira é a verdade que esqueceu de acontecer". E muitas vezes nós deixamos ela lá, sendo dita na maior cara de pau, porque no fundo desejamos que seja assim.

Mentir pode ser um gesto de amor, um impulso quase altruísta de proteger a quem se quer bem - seja o outro, ou a si mesmo, porque não?

A verdade pode doer, e infelizmente não costuma ter o mesmo poder de nos fazer sentir tão especiais quanto tem a mentira. A começar pela vantagem de que nela existe uma infinidade de possibilidades para serem exploradas, enquanto a verdade é uma só. Vamos lá, não minta para si mesma, é ou não é verdade?

E antes que alguma desesperada corra para cortar os pulsos, se culpando pela mentiras que ouviu por toda uma vida, cabe alertar que nós não estamos sozinhas nessa.

Os homens também gostam de ouvir algumas mentirinhas. Às vezes precisam delas até mais do que nós e, acreditem, um homem que recebe um bom carinho no ego tem lá suas recompensas.

Se dizem que nós fazemos para o outro, muito do que queremos que façam para nós mesmos, o hábito masculino de mentir, de certa forma, não deixa de ser uma maneira deles nos sinalizarem aquilo que também querem receber em troca. O que falta, para algumas de nós nesse quesito, é apenas prática.

E então, o que estão esperando? Façam ainda hoje um homem feliz! Um elogio sincero ou uma mentira bem intencionada - de vez em quando - não faz mal a ninguém.

novembro 19, 2008

Abaixo o Eu te amo

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Desconfio de quem diz “eu te amo” muito fácil, rápido. Nunca levei muita fé nisso. Parece-me impulsivo e pouco verdadeiro.

Acredito que quando a gente ama de verdade essas palavras vem naturalmente em algum momento, assim, sem pressa. E saem fluidas, sem tropeço, tão certas de si que nem precisariam realmente ser ditas. Falamos simplesmente porque elas já não cabem mais dentro da gente. Transbordam e saltam para fora.

Ouvir um Eu te amo é algo que nunca fiz questão por essa razão.As palavras são descartáveis. Não se bastam por si só para que façam algum sentido, e quando fazem, são redundâncias.

Sabe o que me comove? Coisas simples que falam muito mais, alheias a nossa vontade. É aquele brilho no olhar que nos sorri, como se dissesse “Eu estou tão feliz de estar aqui com você”, completamente fora do nosso controle.

O beijo na cabeça. Aquele beijo na cabeça, às vezes na testa, que surge de repente, tão desprovido de sexualidade e ao mesmo tempo tão cheio de afeto.

O jeito de dormir abraçado meio torto, que ambos sabem que está desconfortável, mas que tem uma razão de ser, que é a vontade de se mostrar de alguma forma que está ali, que se importa e não quer desgrudar de quem se gosta por nada.

O cafuné, o abraço longo e apertado, a vontade de falar qualquer coisa tola só pra ouvir a voz.

Há formas verbais também de se dizer que se gosta sem dizer "eu te amo". Quando de repente a gente se vê cúmplice, trocando segredos. Quando vem aquela preocupação e a gente só sossega quando tem certeza de que a pessoa está bem.

O que dizer das vezes em que bate um impulso incontrolável de partilhar uma boa notícia das nossas vidas com o outro tão logo ela é recebida, ou ainda quando se permite ser frágil para confessar que as coisas não vão muito bem.

Pode ser que nada disso seja amor, mas das diversas formas de amar, acho que estão diluídas aí, nessas pequenas grandes coisas, a tradução do que realmente importa. Se isso houver, digo e repito. Nem é preciso dizer "eu te amo". Eu, pelo menos, não faço a menor questão.

agosto 29, 2008

A Neusa

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Ligação recebida agora:

- Alôoo? Cadê a Neusa?, diz a voz estranha do outro lado da linha.


- Desculpa, senhora. Acho que foi engano. Não tem nenhuma Neusa nesse número – respondo educadamente.

- Mas é o número da Neusa. Como é o nome da sua mãe?

- Não é Neusa.

- Tá, mas qualé o nome dela então?

- Não interessa o nome da minha mãe, mas ela não é Neusa. Nem ela, nem eu, nem ninguém aqui. Foi um engano, senhora.

- Quer fazer o favor de me passar pra Neusa?

- Pi pi pi pi pi.

Esgotou minha paciência pra tanta ignorância.

junho 20, 2008

Pega pra capar

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Aqueles que se importam em ter algo, digamos, sobrando por aí que me perdoem, mas cirurgia de troca de sexo coberta pelo SUS é um pouco demais para a minha cabeça (com o perdão do trocadilho, não que eu tenha, of course kkk).

Gente, um pinto a mais, um pinto a menos, que diferença faz pra quem já estava acostumado com isso? Com tanta gente morrendo em fila de hospitais por falta de recursos, com doenças graves que não podem esperar, chega a ser um insulto que o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, tenha anunciado no último dia 5 que até o final do mês baixará uma portaria, tornando realmente gratuitas as cirurgias de mudança de sexo pelo SUS.

É isso mesmo, um capricho (porque não é um caso de vida ou morte, sequer problema de saúde) vai ser financiado por dinheiro público.

E onda chegou na bicharada de São Paulo. O excêntrico prefeito Gilberto Kassab regulamentou a pouco mais de dois meses outra lei polêmica a Lei Trípoli que regulamenta o exercício de canis e pet shops. Até aí tudo bem, mas o problema é que desta vez querem obrigar que o comércio de cães e gatos seja feito apenas com animais já microshipados e castrados, isto é, que submetam filhotes recém-nascidos, com menos de 60 dias e a saúde ainda bastante delicada a cirurgias complexas como esta sob pena de multa de R$ 1 mil a R$ 500 mil e apreensão dos bichinhos caso os estabelecimentos não cumpram a regra. Pode? Os animais geralmente são castrados após seis meses, já adultos.

A razão até é nobre – conter a superpopulação de animais e conseqüente abandono na cidade, que consome a cada ano mais recursos da prefeitura. Pena que o meio escolhido seja maquiavélico e tão radical. E ainda se orgulham de ser a primeira prefeitura a ter uma lei dessas. Façam-me o favor!

junho 19, 2008

Mamãe, quero ser um bife

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Nunca pensei que na terra do peixe cru a carne pudesse ser tão estimada. Ontem se comemorou oficialmente o centenário da imigração japonesa no Brasil e entre as tantas reportagens sobre o assunto, uma delas falava sobre o criação do gado Wagyu, raça que recebe um tratamento vip digno de dar inveja do Zeca Pagodinho às vacas sagradas indianas, exceto pelo sacrifício, claro.

Além de custar no Japão o equivalente a R$ 1 mil o quilo da carne, o Wagyu tem uma vida boa e tanto, criado com doses diárias de aveia, cerveja e massagem (é, isso mesmo!), com direito até a tratamentos de acupuntura e uma lustrada básica no pêlo com saquê.

Ô boizinho de sorte! Tá aí uma bela maneira de se gozar a vida, ainda que seja breve.

março 10, 2008

12 mandamentos?

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Deu a louca na igreja! Primeiro foram os padres brasileiros reivindicando o fim do celibato, agora é a vez da própria matriz católica se julgar no direito de dar aquele upgrade nos mandamentos e criar novos pecados para os tempos modernos.

Parece piada, mas não é. Segundo a agência Reuters, o arcebispo Gianfranco Girotti (uma espécie de executivo do alto escalão do Vaticano), anunciou no último fim de semana que os fiéis devem estar atentos aos novos pecados.

Quais seriam eles? Pois bem, o tema é mais aberto que o discurso anti-terrorista do Bush, mas por ora, os mais novos tópicos a serem incorporados no “shall-not-do list” católico são os pecados de manipulação genética e poluição. Isto é, vamos todos para o inferno! Se o se o papai do céu concordar com esse delírio, of course.

Imagine que tipo de merda se poderá ouvir no confessionário: “Padre eu pequei. Joguei uma casca de banana no lixo não-orgânico e, eu juro que não queria, mas acabei, distraída, tocando um papel de bala pela janela do carro. Carro? Eu disse carro? Perdão senhor, acho que então também emiti um pouco de gás carbono”.

Haja Pai-Nosso e Ave Maria! Oh God! Daí-nos força e tolerância pra aturar essa putaria pseudo-religiosa! Tsic, tsic, pudera perder tantos fiéis.

janeiro 30, 2008

Resposta à piadinha infame

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Amigos, não resisti. Tive que reproduzir a troca de e-mails da galera nessa semana. Leiam a piadinha machista enviada por um "XY" desavisado e, na seqüência, o troco da mulherada:


CASAL Perfeito
Era uma vez um homem perfeito que conheceu uma mulher perfeita. Namoraram e um dia se casaram. Formavam um casal perfeito. Numa noite de Natal, ia o casal perfeito, por uma estrada deserta, quando viram alguém no acostamento pedindo ajuda. Como eram pessoas perfeitas, pararam para ajudar.

Essa pessoa era nada mais nada menos do que Papai Noel, cujo trenó havia enguiçado. Não querendo deixar milhões de crianças decepcionadas, o casal perfeito se ofereceu para ajudá-lo a distribuir os presentes. O bom velhinho entrou no carro e lá foram eles. Infelizmente o carro se envolveu em um acidente e somente um dos três ocupantes sobreviveu.

Pergunta: Quem foi o sobrevivente do trágico acidente? A mulher perfeita, o homem perfeito ou o Papai Noel? (leia mais abaixo)
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Resposta: A mulher perfeita sobreviveu. Na verdade, ela era a única personagem real dessa história. Todo mundo sabe que Papai Noel e homem perfeito não existem.
Se você é mulher, pode fechar a mensagem, * a piada acaba aqui. (Homens podem continuar lendo abaixo)
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Agora, se Papai Noel não existe, nem homem perfeito, fica claro que quem dirigia era a mulher - o que explica o acidente...Se você é mulher e leu até aqui, fica provada mais uma teoria: mulheres são curiosas, metem o bedelho onde não são chamadas e são incapazes de seguir instruções.

Resposta:

Tsic, tsic. Perdoem-me rapazes, mas essa história é completamente fantástica. Uma mulher perfeita JAMAIS estará sozinha numa estrada deserta, principalmente se tratando de uma noite de Natal.
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Minha pergunta é: e o homem (in)perfeito, era gostoso? Aí quem sabe ela até possa ter perdido uns 5 minutos com um banana, que infelizmente não sabe nem dirigir um carro.
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Outra possibilidade é que nem o palhaço fantasiado de papai noel, nem o banana gostoso, tenham se entendido com o caminho certo, não quiseram parar para pedir informação, nem deixar a mulher perfeita dirigir com medo de ferir seus orgulhos de machos viris e na indecisão de pegar a direita ou a esquerda deram com a cara no poste, os imbecís. A mulher se salvou porque era a única que respeitava as leis do trânsito e usava cinto de segurança.

Bjus,

Paula Pereira




setembro 26, 2007

Stoned

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Tem assessor de imprensa que só pode ser usuário de ecstasy ou coisa que o valha. Eu me recuso a acreditar que alguém em sã consciência, que jamais te viu na vida, possa realmente ter a cara de pau de ligar, na maior intimidade, chamando de amada ou de amor e ainda achar que vai ter algum sucesso com isso. "Menas" galera.

agosto 13, 2007

Questão para o Yahoo! Resposta

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Mensagem de banheiro: "Por favor, não jogue papel higiênico dentro do vaso sanitário (a descarga não leva o papel)".

Tudo bem, eu não vou jogar, essa nunca foi a minha intenção, mas, no duro, tá aí uma coisa que eu nunca entendi. Como pode??? Que preconceito é esse com o pobre do papel?


Sempre fiquei com remorso quando acidentalmente vi o papel caindo ali, na privada. Como se, de repente, tudo que foi pudesse voltar por minha causa. Não lembro disso ter acontecido e confesso que sempre foi um alívio.

Fala sério, descarga leva tudo quanto é merda, por quê raios não leva o papel higiênico? Alguém pode me explicar?


julho 17, 2007

Estúpida

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"Mensagem apagada. Não existem mais mensagens. Para ouvir mensagens digite 1..."

Ai, jesuis, dai-me paciência para a burrice tecnológica, afe!

julho 02, 2007

Para sempre bergamota

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Como assim Gabriel Moojen??? Em rede nacional, apresentando o Mundo de Valentina no Fantástico, com uma puta oportunidade de expandir o vocabulário do brasileiro nas mãos, vai à feira e me fala "mexirica"??? Gaúcho que é gaúcho fala bergamota, oras!!! Eu protestooo!

O que é isso? Estava no contrato renegar as origens? Ou será que foi duro demais pensar que possa faltar um dia bergamota para a pequena Valentina e aí, simplesmente, foi melhor achar que só faltará no mundo a tal da mexirica. Neste caso, perdoado.

junho 22, 2007

Cândida, a marvada!

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"Não entrem agora no banheiro. Espalhei Cândida por todo ele!", alertava aos gritos, a faxineira da empresa.

Mas o que é isso??? Juro que eu fiquei assustada. Eu hein? Imaginei na hora a nojeira dos prostíbulos de época, ou quando a minha mãe mandava não sentar na privada de banheiros públicos, com medo de que pudesse contrair alguma doença venérea deixada ali no recinto.

Não era nada disso e eu sabia que não era, embora sempre me choque um pouco toda vez que escuto falar em Cândida. Afinal, quem foi o infeliz que resolveu batizar um produto com um nome fantasia desses? Algo tão limpinho com nome de fungo vaginal Argh!!! Que horror!

Aviso aos aventureiros do sul: Se por um acaso estiverem em São Paulo e algum anfitrião disser que ATÉ passou Cândida no banheiro só pra te recepcionar, não entenda como uma desfeita, que a intenção deve ser boa (não QBoa, mas enfim heheh). Ele provavelmente estará tinindo de limpo, à prova de contaminação!
E o pior é que vende esse troço, como vende! É sucesso há anos, tão sinônimo de água sanitária em São Paulo como são outros artigos nacionalmente como Modess, Bombril, Gilette e Maizena.

Ouvi já um explicação indignada do motivo óbvio do uso do termo. Cândida quer dizer branca, alva, o que faz sentido para uma água sanitária, mas convenhamos, quem usa "alva" e "cândida" no dia-a-dia? E o povão lá vai lembrar dessas coisas? Pra mim o produto continua tendo um nome asqueroso e perebendo. Argh!!! Que horror!

maio 23, 2007

Contra-senso

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Religiosos uma ova! Acabo de voltar de Porto Alegre e lá, em momentos sóbrios de prosa, soube de dois causos de cretinice beata.

O primeiro, por e-mail. Flavinha comunicava estar sem celular. Até aí tudo bem, trivial. Motivo: Teve o aparelho roubado na visita ao Papa em Aparecida. Pode isso? Ok, uma exceção, certo? Nada disso.

Tomo café da manhã com a mãe da Babi. Ela levanta, perambula pela cozinha, confabulando como resolver o problema da conta da água que está maior do que a de toda a vizinhança. Tinha acordado cedo e visto o reloginho rodando, com tudo em casa desligado. Nenhum vazamento, nenhuma torneira aberta e o próprio box seco como deserto.

Ouviu um barulho de água correndo do outro lado do muro. Era o tanque da vizinha freira. FREIRA!!!! A torneira saía do muro e o relógio dê-lhe a trabalhar. Jogou um verde e a freira se fez de louca. Tão pronto desligou a torneira não é que o relógio parou?

Decidiu. Ainda essa semana acharia alguém para cortar o cano.

maio 01, 2007

Há algo de sujo na outra face da maçã


Numa noite é um inocente papo quente com vinho, entre amigas, no dia seguinte me vejo cercada por pintos de plástico. Pois é, eu bem que tento me afastar desse universo promíscuo, mas de alguma forma carmática ele me persegue.

Estava lá, pendurada no meu pescoço em caracteres encarnados, a credencial que identificava: “Erotika Fair - a feira mais transada da América Latina!” Olha que gostoso? O que a gente não faz por uma amiga, hein?

Fui lá, firme e forte, fazer a solidária companhia à colega que pre-ci-sa-va ir àquela feira a trabalho. Ócios do ofício... de jornalista, entende?

“Por favor, de onde saem os ônibus para feiras?” – perguntou ela, discretamente, ao guarda que estava por perto. Com um sorrisinho sacana e aquela olhada de cima abaixo o sujeito disse: “É pra feira erótica?” Esperou a confirmação e só depois orientou, como se tivesse muitas vans saindo para feiras do Tietê.

Constrangimento pouco é bobagem e aquele foi só o primeiro. Chegando ao ponto, o naipe da galera que aguardava o frete: Pederastas, mulheres da vida, candidatos a sofrer de fortes crises de LER nos punhos, enfim, só gente fina. E nós, claro, naquele cortiço ambulante.

Roda, roda, roda, até que pára. Mal descemos da van e já se avista um motel-móvel estacionado na entrada, com projeções de cenas, quiçá, muito úteis para um residente de ginecologia. Gemidos e bate-estaca se misturam na trilha local. E lá estavam eles, os consolos, tão populares na decoração e na oferta como as bolinhas de natal no fim do ano.

E os shows? Esperava encontrar na programação propostas mais teóricas e menos empíricas, mas não. Havia um festival de darkrooms: “fantasias eróticas”, “massagem erótica”, “sodoma”, “show de lésbicas”, “show de sexo explícito”, “labirinto do prazer”, hipnose, sala de voyerismo, homens de sunga e capinha preta pelos corredores e por aí vai. Uma visão do inferno, algo para episódio de Além da Imaginação.

A barbárie dali tinha transformado toda a nossa malícia convicta em uma piadinha infantil. Foi-se o limpo, o bonito, o saudável. Saímos de lá vivas e imaculadas, com os pés doendo e uma ânsia no gogó.

abril 17, 2007

As melhores coisas da vida são de graça?


Que existem livros de auto-ajuda não é novidade pra ninguém, mas uma obra que consegue ser ao mesmo tempo de auto-destruição é a primeira vez que vejo.

Recebi um e-mail hoje, falando de um lançamento chamado "As Melhores Coisas da Vida São de Graça". Na obra são abordadas coisas de alto valor que, ao gosto do comercial da Mastercard, o dinheiro não compra. Um amigo, um belo pôr-do-sol, o riso de uma criança, got it?

Veja bem, "As Melhores Coisas da Vida São de Graça", custa R$ 39,90.

Ha-ha-ha. Vê se eu compro isso? Irônico, não?

abril 16, 2007

abril 07, 2007

Enfim o ano começa


Lamento informar, mas os farristas de plantão que crêem que o ano só começava depois do carnaval estão redondamente defasados. Infelizmente é só em abril, quando essa bosta do Big Brother finalmente acaba e o transe do voyeurismo televisivo passa.

Poxa, tô com saudades de ouvir as pessoas discutindo futebol e novela e assuntos outros, ainda que banalidades, mas que não seja sobre quem ganhou a prova do líder. Ah! Que coisa irritante! E estúpida, pelo menos para quem joga. Até consigo entender a curiosidade do telespectador (eu assisti boa parte e não nego), mas dizer que se topa viver três meses enfurnado naquela casa por um milhão é balela demais para o meu gosto. Por dinheiro fácil eu sou muito mais o Silvio Santos. Vai no Show do Milhão, porra! No Topa ou Não Topa. As chances de entrar e sair com algum puto no bolso são muito maiores.

Tá aí uma coisa que eu não faria nem a pau. Nem com marmelada. Não desejo nem para um amigo! Especialmente aqueles que já foram mais íntimos e podem manchar a minha imagem, vazando lembranças vorazes num momento saudosista ou borracho. Tudo bem que eu deixe marcas, mas meu pai não precisa saber disso.

Definitivamente não acho um bom negócio e faço questão de pontuar alguns motivos para não participar do BBB, principalmente para as mulheres:

1) Tudo começa com o vídeo medonho que você terá de gravar, o que deve exigir pelo menos uma testemunha de que você tentou: o amigo “cameraman”. Se não entrar na casa, reze, e bastante, para que o tal seja um ser discreto e ninguém veja o papelão que você fez nas gravações bizarras exibidas pelo Vídeo Show, no pay-per-view ou ainda no canal Multishow. Mais loser que não ser um BBB é tentar, fazer feio, e não conseguir;

2) Eu não tenho paciência nem tolerância com as pessoas, você tem?

3) Se os seus goals não forem se tornar atriz, dançarina, modelo, assistente de palco ou apresentadora prepare-se para não ser levada a sério nunca mais. Ninguém dá créditos a uma advogada, por exemplo, depois de vê-la tchuca, em rede nacional, dançando “sapo, perereca e rã” até o chão;

4) Inteligência não faz parte dos seus dotes? Pois bem, suas gafes e pérolas não serão mais um privilégio só dos seus amigos;

5) É fama que você quer? E quem disse que vai ser boa? Quem disse que as pessoas vão gostar do seu jeito? Já imaginou o bando de nego aqui fora falando a torto e a direito de você? Aqueles desafetos dizendo que você não vale nada? Os parentes distantes vendendo depoimentos para a “Sou mais eu” e dando entrevista pra Sônia Abrão? Cara que você nunca viu na vida com a chance de espalhar por aí que já te comeu? Sua foto clássica de bebê nua sendo vendida como prévia para revistas masculinas?

6) Alerta vermelho! “Mulher é bicho esquisito, todo o mês sangra”, já dizia a Rita Lee. A menos que você esteja na menopausa, grávida, seja uma semideusa abençoada ou ainda um travesti, que não tem TPM, não incha, não tem espinhas, não come nem fala merda no período menstrual , isso deve ser um problema. Ah! E o banho é de biquíni. Que delícia, não?

7) Além da falta de privacidade, você vai ficar sem relógio, sem celular, sem televisão, sem música, sem computador, sem jornal, sem informação, sem papel e caneta. Não sei quanto a vocês, mas eu já quis pular pela janela outro dia quando fiquei sem luz no 11º andar por algumas horas;

8) Eu já disse sem televisão? Pois inclua aí também sem sexo. Meses de celibato se não quiser ficar com a fama de vagabunda e matar o pai do coração. Desculpem a franqueza, mas Joselita do jeito que sou, não conseguiria ficar pegando só na mãozinha por muito tempo, no way.

Buenas, chega né? Não pensaram que eu iria até 10 numa lista sobre BBB? O importante é que acabou, pelo menos por esse ano. E nas resoluções do 2007 que agora começa, por favor, incluam “Não assistir ao BBB 8”, ainda que falhe como as promessas de dieta na segunda-feira. Um brinde e feliz ano novo!

fevereiro 06, 2007

E o rei rebola

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Era só o que faltava. Somente na capital mais veada do Brasil para decidirem eleger um rei de bateria. Vê se tem cabimento um homem rebolando na frente de um exército de outros tantos com instrumentos em punho. Enfim, nada mais me surpreende vindo de São Paulo.

A escola pioneira é a Acadêmicos de São Paulo, fundada por estudantes em 2006, que desfila no dia 11 de fevereiro no Pholia (antigo Pholia na Faria), no Memorial da América Latina.

Daniel Manzioni é o nome da majestade, modelo e dançarino, que promete desfilar de sunguinha e um adereço na cabeça, mas garante ser hetero e ter namorada. Se o que diz é verdade, bom, o cara tem que ser, no mínimo, muito macho para encarar uma tarefa dessas. Que é estranho, não dá pra negar. Antes fosse gay e a proposta da escola fosse essa mesma, mas enfim, por hoje chega. Vou deixar o moço rebolador em paz. Ah! E antes que me acusem, eu sou "S", viu!


* Foto: Bauer/Divulgação

janeiro 11, 2007

Ah, que saudade!

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"Paulista é mole!" Eis a frase que já virou quase um mantra ecoado entre eu e minhas amigas conterrâneas da Xuxa e da Gisele Bündchen, residentes aqui em São Paulo. Ninguém entende o que a gente quer dizer e o macharedo sai todo ofendido levando para o lado pessoal, mas é a mais pura verdade. Paulista é mole! O paulistano para ser mais exata. Digo, afirmo e repito com a mais absoluta certeza depois de voltar de uma temporada na terrinha.

É claro que há exceções. Antes que alguém me acuse ou venha com aquela velha e cretina história de "deixa eu mostrar quem é mole aqui" cabe lembrar que sim, estou tratando de uma generalização, de uma maioria, uma constatação de massa e nada individual, prestaram a atenção?

Os homens de lá são diferentes. Já estava esquecendo como era. É um approach assim, sei lá, mais determinado e gentil ao mesmo tempo. Há um esforço remanescente do séc.XIX em conquistar as damas. Sim, porque em Sampa tudo é muito moderno. Já tem mais mulher do que homem em todo lugar e como a mulherada começa apavorando desde cedo, quando chega numa fase mais madura o povo nem aprendeu como que se faz.

Maldita iniciativa feminina! Virou tudo do avesso, acabou com os instintos naturais. É quase como comparar açougue à comida congelada. Paulista é tão comida congelada! Nem lembra de onde vem a carne porque já tá tudo ali, na mão, é só esquentar, embora não tenha o mesmo gosto. A lei do menor esforço, talvez. Eu sei que não é intencional e muito provavelmente seja fruto de uma seleção natural urbanóide, mas eu não tenho talento para ser o homem da relação e não ei de me adaptar.

Me comportei quase como uma virgem em Porto Alegre, mas foi muito gostoso ser revisitada pelo cortejo dos meus queridos gaúchos. Eles sabem fazer com que a gente se sinta especial. É um atributo nato. São homens menos temorosos que não têm receio de ouvir um não. Não precisam de mil braços, de cantadas velhas, de táticas mais agressivas, nada disso. É jeito. E um jeito que eu não sei explicar. Por mais recusas que levem jamais são desprezados, porque sempre conquistam alguma parte de ti, nem que isso se resuma a um mero sorriso. Uma pena que não compartilhamos mais o mesmo DDD.