março 11, 2007

Hirudoid


Minha mais nova melhor amiga, para o bem e para o mal.Hematoma nunca mais será um problema. Não sei como pude viver sem essa pomada milagrosa até hoje.

fevereiro 22, 2007

Drops de carnaval


Mamas

Alguém já reparou como as mães d´água na beira da praia se parecem com próteses de silicone?


Bom negócio

Diálogo entre clientes gaúchos e o dono do mercadinho da Barrinha (Garopaba -SC), um catarinense:

- Vamos levar um pacote (= 12 unidades) dessa Polar aí. Quanto sai?
- Deixa eu ver. Cada lata é 2,50 então são 25 reais.
- Tem desconto?
- Humm, tudo bem, mas posso dar no máximo 3 reais de desconto, aí fica 21.

Sobrepeso

Curta interação entre folionas gaúchas e o moço catarinense do estacionamento na chegada do Bali Hai de Garopaba.

- Não vão por aí que atola.
- Como atola? A gente tá a pé!
- Ah, aí atola.

No bar

Tentando pedir uma cerveja para a atendente do Bali Hai:

- Uma cerveja, por favor.
- Guaraná ou Sprite?
- Não. Eu quero uma cerveja.
- Na ficha diz "Cuba". Com guaraná ou Sprite?
- Eu peguei a ficha de vodka, amiga, e nela diz 5 reais. Agora me vê uma cerveja.
- A cerveja é 3. Guaraná ou Sprite?
- Que merda! Tá difícil, hein? Então me dá uma dose de vodka mesmo.
- Com guaraná ou Sprite?
- PUUUURA!


fevereiro 16, 2007

Lição do dia


Apesar de boa menina, Julinha está em casa de castigo. Ah! Saudades dos tempos em que o máximo que a gente pegava no primário era piolho, para insano entretenimento de minha mãe.

Se na minha época de escola algum coleguinha com vocação para profeta dissesse que, no século XXI, seria possível contrair até dor de barriga do fedelhinho ao lado, certamente, eu morreria de rir. Pois não é que pode? Maldito Rota Vírus! Gente, que dó!

fevereiro 06, 2007

E o rei rebola

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Era só o que faltava. Somente na capital mais veada do Brasil para decidirem eleger um rei de bateria. Vê se tem cabimento um homem rebolando na frente de um exército de outros tantos com instrumentos em punho. Enfim, nada mais me surpreende vindo de São Paulo.

A escola pioneira é a Acadêmicos de São Paulo, fundada por estudantes em 2006, que desfila no dia 11 de fevereiro no Pholia (antigo Pholia na Faria), no Memorial da América Latina.

Daniel Manzioni é o nome da majestade, modelo e dançarino, que promete desfilar de sunguinha e um adereço na cabeça, mas garante ser hetero e ter namorada. Se o que diz é verdade, bom, o cara tem que ser, no mínimo, muito macho para encarar uma tarefa dessas. Que é estranho, não dá pra negar. Antes fosse gay e a proposta da escola fosse essa mesma, mas enfim, por hoje chega. Vou deixar o moço rebolador em paz. Ah! E antes que me acusem, eu sou "S", viu!


* Foto: Bauer/Divulgação

fevereiro 02, 2007

Feliz Dia Mundial das Zonas Úmidas!

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É isso mesmo. Eu não tô com tempo pra nada, mas não podia deixar esse 2 de fevereiro passar em branco sem antes desejar a todos um feliz Dia Mundial das Zonas Úmidas! Aproveitem, comemorem, que é politicamente correto!

Como a menina pura que sou, procurei na minha agenda nova a comemoração católica do Dia de Nossa Senhora dos Navegantes, que desde que me conheço por gente, antecede o dia de outra santa: o meu, é claro.

Para minha surpresa, eis que encontro essa informação: "Dia Mundial das Zonas Úmidas". Antes que essas mentes sujas pensem em sacanagem, podem ir mudando de idéia que não se trata de nenhuma celebração pagã, mas de um marco ecológico, que eu não vou detalhar porque perde toda a graça. Enfim, Google is your friend.

Tenham um ótimo dia!

janeiro 26, 2007

Caros,

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É com grande pesar que vos justifico a razão da minha ausência. Motivos de força maior minam minha criatividade e me obrigam a prorrogar o intervalo sem novas postagens.

Pois bem, meus queridos, estou numa sinuca. Sinto-me com a corda no pescoço e com mil negos chutando os pés do banquinho. Ultimamente tenho estado trabalhando demais, com um TCC zicado para finalizar em tempo recorde, morrendo de fome a base de mato e marcando território com naftalina para impedir que essas malditas traças que encontrei passeando pelas minhas dependências tomem conta do pedaço.

Sim. Além disso não bebo a quase um mês, não medito, não tenho mais unhas, me afundo na ignorância sobre as notícias do dia-a-dia sem tempo de ler os jornais, de prestigiar meus amigos, de fazer planos. Estou quase sem referências, sem saber para onde vou e o pior, sem saber para onde quero ir.

Por isso, meus caros amigos, espero que se sensibilizem e compreendam as razões que me afastam de nosso convívio virtual. O martírio este que descrevi deve se estender até o próximo dia 15 de fevereiro, quando não mais serei refém deste TCC dos infernos e tampouco estarei em semana de fechamento no trabalho. Contudo, rogo ter brechas na minha agenda e espasmos criativos nesse período para que enfim possa publicar algo de bom para vosso entretenimento.

Sem mais delongas,

Paula Pereira

janeiro 11, 2007

Ah, que saudade!

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"Paulista é mole!" Eis a frase que já virou quase um mantra ecoado entre eu e minhas amigas conterrâneas da Xuxa e da Gisele Bündchen, residentes aqui em São Paulo. Ninguém entende o que a gente quer dizer e o macharedo sai todo ofendido levando para o lado pessoal, mas é a mais pura verdade. Paulista é mole! O paulistano para ser mais exata. Digo, afirmo e repito com a mais absoluta certeza depois de voltar de uma temporada na terrinha.

É claro que há exceções. Antes que alguém me acuse ou venha com aquela velha e cretina história de "deixa eu mostrar quem é mole aqui" cabe lembrar que sim, estou tratando de uma generalização, de uma maioria, uma constatação de massa e nada individual, prestaram a atenção?

Os homens de lá são diferentes. Já estava esquecendo como era. É um approach assim, sei lá, mais determinado e gentil ao mesmo tempo. Há um esforço remanescente do séc.XIX em conquistar as damas. Sim, porque em Sampa tudo é muito moderno. Já tem mais mulher do que homem em todo lugar e como a mulherada começa apavorando desde cedo, quando chega numa fase mais madura o povo nem aprendeu como que se faz.

Maldita iniciativa feminina! Virou tudo do avesso, acabou com os instintos naturais. É quase como comparar açougue à comida congelada. Paulista é tão comida congelada! Nem lembra de onde vem a carne porque já tá tudo ali, na mão, é só esquentar, embora não tenha o mesmo gosto. A lei do menor esforço, talvez. Eu sei que não é intencional e muito provavelmente seja fruto de uma seleção natural urbanóide, mas eu não tenho talento para ser o homem da relação e não ei de me adaptar.

Me comportei quase como uma virgem em Porto Alegre, mas foi muito gostoso ser revisitada pelo cortejo dos meus queridos gaúchos. Eles sabem fazer com que a gente se sinta especial. É um atributo nato. São homens menos temorosos que não têm receio de ouvir um não. Não precisam de mil braços, de cantadas velhas, de táticas mais agressivas, nada disso. É jeito. E um jeito que eu não sei explicar. Por mais recusas que levem jamais são desprezados, porque sempre conquistam alguma parte de ti, nem que isso se resuma a um mero sorriso. Uma pena que não compartilhamos mais o mesmo DDD.

dezembro 31, 2006

Obrigada!

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Não vou escrever nenhum texto engraçadinho desta vez. Estou aqui para agradecer. Às vezes a gente esquece de dizer obrigada, de botar pra fora a gratidão e felicidade que tenho com cada comentário que vocês deixam por aqui, com cada clique que meu contador delata. É isso aí, muuuuito obrigada a todos que de alguma forma fazem parte desse universo do Balaio! Anônimos, velhos conhecidos, novos leitores, são todos muito especiais.

Peço licença, mas eu pre-ci-so destacar algumas pessoas que foram cruciais na história desse blog:

Ju, se não fosse você ter posto aquele primeiro comentário anônimo lá no comecinho do Balaio eu não saberia que tinha leitores e talvez não seguisse escrevendo. Thanks do fundo do coração! Sei que agora você está apaixonada e não tem mais tempo para mim, mas te desejo toda a felicidade do mundo mesmo assim.

Lia, minha colega no Gente, foi horrível!, graças a indicação dessa louca que só tinha me visto uma vez na vida, numa dinâmica de grupo que eu caí de pára-quedas, hoje eu tenho um ganha-pão. Linda, você sabe que é meu anjo da guarda! Tudo de bom, mil beijos pra ti!

Giba, outro anjo, outro louco. Eu, recém-formada, não tinha currículo em jornalismo e este homem leu o blog, gostou dos textos e apostou em mim. Um ola para o coolhunter do ano! Muito sucesso, Giba, sou tua fã e vou ser eternamente grata!

Marcão, o que dizer desse evangelizador, gerador de tendências na blogsfera? Depois que incluiu nos links e comentou sobre o Balaio S/A no Jesus, me chicoteia! causou o milagre da multiplicação dos cliques por aqui, uma bênção!

Mariana, essa guria nem me conhece pessoalmente, mas sabe-se lá o porquê achou o blog interessante e incluiu no seu TCC de jornalismo da USP. Obrigada, querida! Me sinto lisonjeada com a participação.

Christian, “namoradinho” hahaha! Descobri esse ano o amigão que tu era. O teu crédito no meu TCC tá guardado, mas já adianto meus agradecimentos aqui por toda a força que me deu, me ajudando a resolver problemas “técnicos” e me resgatando pelas confusas ruas de Guarulhos. Obrigadão!

Eu não inspirei o David Coimbra perambulando pela redação da Zero em 2004, mas surpreendentemente ouvi de algumas pessoas que se inspiraram na minha experiência com o Balaio para se aventurarem no mundo dos textos. Fico muito satisfeita de ter dado, mesmo sem querer, esse empurrãozinho.

Coleguinhas ativas de blog: Gabi, Jé, Rô. Gente, foi liiiindo! Heheheh Deus me livre fazer fofoca, mas o nosso blog foi um sucesso, “o mais engraçado dos últimos tempos”, segundo a Anna.

Pessoal, todo mundo é muito importante para mim. Gostaria de agradecer a cada um se fosse possível, mas não faço idéia de quem acessa o blog. Pra tentar acabar um pouco com esse anonimato, proponho uma espécie de guestbook 2006. Quem passou por aqui em esse ano deixa um recadinho nos comentários ou me envia um e-mail mesmo. Um mero oi é basta para deixar essa blogueira contente.

Feliz 2007 para todos nós!

dezembro 26, 2006

Eu, musa

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Chegando próximo ao final do livro me dei conta de que poderia ser uma das personagens. Corri para ver a data de publicação nas primeiras páginas. Estava lá escrito: Ano 2005 e informava na mesma página: “Essas crônicas forma publicadas no jornal Zero Hora entre janeiro de 2003 e agosto de 2005”.

Puxa! Eu realmente tinha alguma chance de ser personagem daquele livro. Havia passado uma temporada acompanhando a redação da Zero em 2004, às vésperas das eleições. Monografia do curso de jornalismo da saudosa Famecos. Trabalho duro aquele. Tinha que passar uma semana conferindo a origem das pautas do jornal e o que, de fato, ganhava as páginas no dia seguinte. Passei mais tempo na Geral, mas conversava todo o dia com o editor e/ou pauteiro de sete editorias, entre elas, a de Esporte.

Lembro de já ter visto o David Coimbra por lá, mas não sei se nessa oportunidade. Não menbro de termos sido apresentados e tampouco de termos conversado, enfim, eu não fui uma presença feminina relevante que tivesse chamado a atenção do cronista e editor de esportes.

Passei uma semana. Uma semana! Uma loira intrusa fazendo perguntas durante uma semana interia e ele nem bola. Jamais havia cogitado a hipótese de atrair a observação dele antes, mas ao ler aqueles relatos de redação no livro Mulheres!, ah! Por um segundo essa idéia passou pela minha cabeça, me deixando excitada com a possibilidade de ser de alguma forma imortalizada naquele livro. Eu? Em uma crônica publicada em livro? Que ia além dos recortes amarelados de jornais e poderia ser guardado na estante e mostrado para os netos um dia? Era boa essa idéia, ah! Era boa!


Pronto. Passou a sensação. Eu não estava lá. Não fui musa. Não inspirei o David. Imagino quantas outras mulheres bem mais ilustres também não se procuraram naquelas páginas e tiveram essa doce ilusão. Parabéns David! Guardarei outras cousas de mimo para a posteridade.

dezembro 25, 2006

O Jaime

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Quase toda a semana ia lá, fazer a mão no salãozinho da Vila Mascote. Ambiente agradável, bom atendimento. Os mesmos rostos de sempre. A mulherada da vizinhança, as recepcionistas, as manicures, as esteticistas, as meninas do cabelo, um templo 100% feminino se não fossem os três ou quatro homens que também empunhavam tesouras por ali.

Alegres, diga-se de passagem. Como geralmente são. Falando fino, com um gingado nas cadeiras e a trocar os últimos babados com as clientes entre uma tesourada e outra. Gente finíssima! Um barato estar em sua presença.

Um deles, porém, parecia diferente. Era mais quieto, sei lá, discreto talvez. Reparei que às vezes reparava em mim. Estanho, mas tive essa impressão. Quem sabe enxergasse era aos meus cabelos com olhos de pintor frente a uma tela virgem pronta para imprimir sua arte. Ou como uma mocréia. Sim, é comum que achem que somos umas mocrécias. Talvez morresse de ódio por eu não explorar o potencial infinito de possibilidades que uma mulher pode adotar nas madeixas. Um desperdício!

Mas não. Parecia me lançar olhares heteros. Olhares não profissionais, sutis, é verdade, mas miradas de homem. Será que ele não é? Dá próxima vez perguntaria à minha manicure. Pronto, estava decidido. Era isso que faria. Com uma monossílaba ela desvendaria aquele mistério de uma vez por todas.

Chegou o dia. Ensaiei puxar o assunto com ela uma, duas, três vezes. Desisti. Ele estava muito perto e ouviria. Com certeza ouviria e eu ainda teria que explicar o porquê de estar interessada naquela informação. – “Curiosidade” – diria eu em vão, mas ninguém ia acreditar. Então receberia olhares recheados de malícia de toda a equipe do salão e nunca mais poderia pôr meus pés naquele recinto tamanho o embaraço. Não, aquela não era uma boa idéia.

Fui embora com a dúvida de sempre, frustrada e covarde. Entrei em casa ainda cuidando para não borrar as unhas. Meu pai me viu e lembrou que tinha esquecido de cortar o cabelo:

- Que merda! Liga para o Jaime e vê se ele tem hora para quarta – disse.

- Qual deles é o Jaime? - Perguntei para minha mãe.

- Ah! O único que é macho, do cavanhaque, sabe?

Sim. Eu sabia! Eu sabia! Não estava ficando louca. Respirei feliz, aliviada. Ainda havia heteros incorruptíveis até nos meios mais vulneráveis.

dezembro 17, 2006

Dois dedinhos de prosa

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Homens, comemorem! Eis aqui mais uma desculpa para convencer quem quer que seja às práticas de sodomia. Dar o fiofó evita hemorróidas! Sinceramente não sei da veracidade dessa informação, mas foi o que uma amiga ouviu de um proctologista. Unbelievable!

Foi lá, coitada, sofrendo do problema, mal podendo sentar, e então sujeita àquele constrangimento durante a consulta, teve que ouvir do médico a infeliz observação: “Você não pratica sexo anal, certo?” Gente, que horror, dá pra ver até nesse estado!

Reprimindo-a, disse que o exercício era saudável e que evitava a aparição do “incomodo”. Ela ficou surpresa com a tal notícia e eu também. Sempre pensara que fosse o contrário. Enfim, levou um quase puxão de orelha do médico, um sermão às avessas, diria.

Ensaiei a possibilidade de contatar alguns proctologistas para checar se a informação era fidedigna, mas não tive coragem. Invés disso, busquei no bom e velho Google. Nada atestava a informação.

De qualquer forma, vou tentar descolar os contatos do cara. Maridos, namorados e afins, fiquem espertos! Se eu conseguir publico aqui. Imagina com receita! Isso que é ganhar credibilidade na ladainha!

dezembro 06, 2006

Aviso

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É gente! A vida tá dura e os filhos da bandidagem não podem ficar sem presente. Natal tá aí, não pode faltar birita no reveillon e, claro, os caras precisam fazer um caixa para tirar os três meses de férias merecidas no litoral. Enfim, contribuição do amigo Christian Gois.


novembro 23, 2006

A rua do Bozo

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Gente, que horror! Piada velha e sem graça é pior que boy band. Quando a gente acha que já era e ficou no passado tá lá ela de novo, sempre tem um besta pra gostar e espalhar a praga por aí.

Bem, elas ressuscitaram nesse fim de semana, mas especificamente na Avenida Mário Ribeiro, em Guarujá. Por deus! Juro que fiquei com a sensação de que iria saltar o Bozo ou quizás alguém gritando “Pegadinha do Malandro!” a qualquer momento naquela rua.

A primeira foi na ida. Um senhor na companhia de dois poodles, no alto de seus mais ou menos 60 anos, puxa papo no meio da rua comigo e minhas amigas. Pergunta a uma delas:

- Eu não te conheço?
- Não sei.
- Acho que estou te reconhecendo do shopping. Você trabalha com roupas?
- Não.
- Então você trabalha sem roupa?

Hahaha.

A segunda foi na volta. Na mesma noite, um grupo de aborrecentes começa a assoviar e então um grita:

- Caiu do céu?
- É. De cara, não tá vendo? - respondeu uma delas.

Hahaha. Bizarro encontro de gerações. Tenha dó!

novembro 22, 2006

Relax, babe!

#
Gringo é um barato. Fico impressionada como muitas vezes eles tardam a perceber a curiosa e infantil relação da fauna com os apelidinhos sacanas dos trópicos. E brasileiro é foda, não perdoa esse tipo de vacilo.

Ficaria com pena se também não achasse tão divertido. Ouvi essa semana um desses relatos em que ele – o gringo – foi vítima da própria língua e da malícia alheia. Num almoço executivo entre colegas de trabalho, em um bairro nobre de São Paulo, se deu mais ou menos o seguinte diálogo:

Fulana – Nossa, que frango bom!
Beltrano – Não é frango. É peru.
Fulana – Ah é?
Gringo – É. E peru é bom que relaxa.

Boquiabertos, os ouvintes estacionaram os talheres no ar. Um silêncio sepulcral se instalou na mesa, antecedendo o riso e o deboche. Pronto, pra que?

Fulana – Quer dizer então que comer peru relaxa? Você relaxa quando come o peru?
Gringo – Sim. É comprovado cientificamente.
Beltrano – Mas quando você come o peru é você ou o peru que relaxa?

E assim foi, sucessivamente. Ninguém teve a decência de explicar e estragar a brincadeira. Bem-intencionado, o inocente forasteiro ainda voltou para o escritório e se deu o trabalho de procurar e enviar para TODA a empresa uma pesquisa sobre os tais atributos do peru.

É, parece que era verdade. Peru relaxa. Pobre gringo, ninguém duvidava.

novembro 17, 2006

Passei por aqui

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O medo sussurrou no meu ouvido e disse que por aqui passaria uma temporada. Não tive argumentos. Faço votos e esforços para que seja breve, que vá embora.

Nessa estadia, me mantém em noites de inquietude, de alerta e de cansaço. Todo som desperta. Neuroses.

Não se demore medo que tenho vida demais para ficar assim, padecendo sob a insegurança do “se”, do “talvez”, do “quem sabe”.

Poucas coisas na vida não tem preço. Uma delas é o sossego. Quero paz. Me mudo. Logo. Espero. Preciso. Aviso quando a temporada terminar.

outubro 26, 2006

Coisas de pele

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Acabo de pagar para uma mulher pegar no meu peito. Não gostei. Me senti rasgando dinheiro e saí de lá insatisfeita. Não, não foi minha primeira experiência com prostituição e lesbianismo, mas a primeira esfoliação numa estética. Porra, tinha a necessidade? Eram as minhas costas que estavam descascando, oras!

Nunca tinha feito isso antes. Cheguei lá e já mandaram tirar a roupa. Ok, até aí eu imaginava que fosse assim mesmo, mas foi estranho. Imaginava que tivesse algum aparelho ou um produto super potente que removesse todos os rastros de pele morta que o sol tinha me deixado. Tudo ilusão.

A esteticista entrou na sala, emplastou as mãos com um creme esfoliante, deu um esfregada com aquele troço em mim, me deixou uns 15 minutos em repouso e pronto. Se eu soubesse que era assim teria comprado a merda do esfoliante e feito em casa sem pagar um tostão para ter o constrangimento de um estranho me apalpando. Enfim, tirando a meleca não tinha surtido muito resultado. Não gostei. E ela ainda disse: "Acho que você vai precisar de mais uma." Ahan, vai esperando! Eu não faço mais esfoliação nem fudendo.

"Pode se vestir, linda". Linda??? Nãooo! Botei a roupa, paguei e fui embora.

outubro 17, 2006

Proposta (in)decente

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Praia da Costa, Vilha Vilha-ES. Estávamos lá, eu e minha irmã felizes da vida, sentadas num boteco à beira-mar, tomando umas naquela tarde ensolarada do feriado de 12 de outubro. Tudo perfeito até que se aprochega um gordinho micareteiro, suado e sem camisa. "Eu tava ali observando..." disse ele, e mais outras coisas que não ouvi, obviamente, porque não gosto de conversar com gente estranha.

Muito à vontade e com um carioquês insuportavelmente falso, o ser puxa a cadeira e senta. Fez aquele propaganda da região e, de repente, deu a dica cretina: "Tem uma boate muito boa aqui, a Swinger´s. Acho que vocês deviam conhecer". Engasguei. Essa parte eu tinha escutado. Afinal, coisas que inspiram sacanagem mesmo vindas da boca de gente esquisita sempre me chamam a atenção. O sujeito entendeu o engasgo com um riso.

"Ah! Deu uma risadinha é porque gostou".

"Gostei nada, que merda de nome é esse?", respondi.

"É legal, vocês vão gostar. Hoje tem pagode e..." novamente não escutei a informação inútil.

"Swinger´s? Isso é nome de puteiro. Não vem com essa". Desliguei. O pastel de camarão e a cerveja estão mais interessantes e eu não ia conhecer aquele lugar anyway.

De volta ao hotel estava lá entre os flyers o panfleto do Swinger´s. É, parecia um lugar decente. Nunca saberei.


outubro 13, 2006